domingo, outubro 28, 2012
FTO participa da ação "Diversidade Colorindo a Cidade"
segunda-feira, janeiro 02, 2012
Vila Cultural Casa do Teatro do Oprimido: CENTRO POPULAR DE CULTURA

Agora é oficial: a Vila Cultural Casa do Teatro do Oprimido, a partir de 2012, passa a chamar “Vila Cultural Casa do Teatro do Oprimido: Centro Popular de Cultura”. Recebendo patrocínio do Programa Municipal de Incentivo a Cultura (PROMIC).
Nos últimos anos a Vila Cultura “Casa do Teatro do Oprimido” vem trabalhando com êxito na democratização do acesso à cultura. Experiências com Teatro popular, teatro de rua, dança, pensamento, fruição se realizam neste espaço em uma importante rede de articulação cultural. Desta maneira, a ampliação do nome reflete o que já vem acontecendo na prártica e no dia-a-dia na Vila Cultural.
Para 2012 a Vila Cultural “Casa do Teatro do Oprimido: Centro Popular de Cultura”, objetiva ampliar a troca de experiências e vivências entre artistas e demais integrantes da e coletivos das artes cênicas. No plano social, buscamos a intensificação do processo de educação dos sentidos dos cidadãos-espectadores por meio de conversas com o público, demonstrações de processos de trabalhos, oficinas de formação de multiplicadores e outras atividades.
segunda-feira, junho 06, 2011
Dias Contestados, Cheios de Amores Assim
Meu percurso como atriz, faz parte de todo esse grande processo, de toda experiência que o grupo Caos e Acaso tem e que foi incorporando ao Teatro do Oprimido. Nunca participei, por exemplo, de uma montagem de Hamlet, nunca fiz uma peça de conflitos psicológicos, para entrar no elenco nunca fiz nenhum “teste”, nunca ensaiei mais de seis horas por dia, nem nunca fiz uma cena dramática que precisasse chorar. Quando conheci esse grupo tinha lá meus dezesseis anos e até então só sabia narrar as estórias infantis como “Chapeuzinho vermelho”, “Três porquinhos” etc., passando depois a descobrir relações entre opressores e oprimidos. Minha experiência teatral veio puxada pelo que já foi (esteticamente) o “carro chefe” da FTO, o “Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas”.
Por isso mesmo, às vezes tenho a sensação de ter pegado o “bonde andando”, mas na verdade não, minha formação popular em teatro tem muito dos clássicos, pois se o Teatro Fórum tem um mapa de dramaturgia “aristotélico”, o Teatro Jornal tem suas raízes no Épico de Brecht, tudo o que eu fiz até hoje tem muito dos grandes clássicos como Stanislavski, Maiakovski, Berthold Brecht e muitos outros, além dos expoentes brasileiros, CPC, Augusto Boal, Companhia do Latão e por aí vai. Mas apesar de tanta influência, o pressuposto dessa engenhosa Fábrica sempre foi produzir em prol das classes populares, pensar nos oprimidos sim, mas das classes subalternas, fazer teatro Épico sim, mas procurando evidenciar as contradições entre o Trabalho e o Capital, fazer Teatro Popular sim, mas contando a história das lutas propositalmente esquecidas pelos contadores oficiais da História.
Mas contar uma história apenas não é suficiente, podemos não ter vivido, por exemplo, o momento da Guerra do Contestado, mas a identificação com essa história deve estar sempre viva. A peça “Dias Contestados” realmente está em verdadeiro processo, passou por inúmeras transformações, de início montada para palco, apresentada como um ensaio aberto, depois foi modificada para arena, neste momento passou por um significativo processo com o ator Sérgio Audi, que a convite da FTO ministrou uma oficina com as técnicas que ele trabalha em seu “Coletivo núcleo 2”, técnicas embasadas na perspectiva brechtiana.

A experiência de ter outra direção, outro olhar sobre a peça foi muito benéfica, para mim foi um divisor de águas no processo de criação da peça “Dias Contestados”. Terminada a semana da oficina pude perceber que contar uma história não é tão simples assim, é preciso pensar por quem e para quem ela é contada, e qual a história de cada sujeito, e é aí que o “bicho pega”. Não é só pensar nas classes subalternas, no proletariado, e em todos esses conceitos, é preciso pensar, além disso, no povo “subjugado pela miséria e pela fome”, qual de nós já lutou numa guerra sentindo na pele a escassez de alimento, e com doenças como tifo? Os caboclos do Contestado não tinham muita opção, ou lutavam, ou aceitavam a opressão dos Coronéis, dos soldados e da Cia Americana que construía a estrada de ferro deliberadamente. E a coisa se complica mais porque não existe um narrador único dessa história que foi vivida pelos que foram explorados, pelos oportunistas, pelos poderosos daquele contexto.
Numa peça de teatro, que não pretende ser cópia fiel da realidade isso se traduz em muitos personagens e fragmentos de histórias cotidianas, e para representar essa história é preciso mais que esforço coletivo é preciso de trabalho de ator, não de colaborador da causa, de ator mesmo, senão, não é teatro e se não é teatro vamos fazer uma roda e debater os batidos conceitos. Foi neste processo que eu percebi que o corpo, que o trabalho de criação também entrava na dança, e para que esta “dança” não fosse oca foi preciso buscar outras referências.
Depois dessa contribuição do ator Sérgio Audi, a peça passou por outra modificação, foi aos poucos adaptada para a rua, um grande desafio, tanto que do elenco inicial da peça restaram três pessoas, mas mesmo com outro elenco, as dificuldades de compor cada personagem permaneceram, ainda não encontramos o caminho da representação dialética, e nem sei se a encontraremos tão cedo, a peça está nos revelando um incrível potencial para a rua, todos do grupo sabem, mas a rua é um campo ainda desconhecido para nós, o que me faz pensar que temos inúmeras possibilidades de representar a mesma história, que na rua podemos e devemos abusar das alegorias, que o ator que vai pra rua não deve extrair de si mesmo um sorriso dos lábios, que é o mais óbvio, deve sim extrair um sorriso dos olhos, do dedo mindinho do pé esquerdo, da mão etc., ou seja, colocar toda sua capacidade imaginativa para trabalhar, para que a história contada possa ser compreendida por esse heterogêneo público. E como estamos em constante processo não há como querer mais que isso no momento. Só vamos descobrir uma possível e sincera relação com o “espaço rua” levando as dificuldades encontradas para a sala de ensaio, que é onde podemos experimentar essas inúmeras possibilidades.
quinta-feira, março 25, 2010
Confirmada a VII Edição da Mostra em 2010

domingo, fevereiro 14, 2010
Caminhos para um Teatro Popular começa em Março
"Caminhos para um Teatro Popular" é nome do Projeto que reúne uma ação conjunta dos Grupos de Teatro Popular Ligados a FTO - Londrina. Os Grupos "Encenação de Teatro", Grupo "Caos e Acaso de Teatro" e "Grupo Oficina de TO"; realizarão um circuito de 15 apresentações gratuitas em praças públicas (no centro e nas periferias da cidade). Além disso, o Projeto também prevê oficinas de capacitação em Teatro Popular para grupos teatrais da cidade, Uma Mostra de Teatro Popular e uma públicação que será lançanda no final do ano, sistematizado as ações desenvolvifdas durante o tempo de realização do Projeto.
O Objetivo principal do Projeto (aprovado pelo Programa Municipal de Incentivo a Cultura - PROMIC 2010) é desenvolver uma série de atividades co-relacionadas, visando o Fortalecimento e Ampliação do Teatro Popular realizado na cidade de Londrina em todas as suas manifestações. Entendendo, que “popular”, segundo os Grupos, não é meramente sinônimo de linguagem ou gênero, mas referem-se essencialmente as suas formas de produção e a criação e ampliação de novos mecanismos de circulação Culturais desmercantilizados que sejam de interesse da maioria da população.
sexta-feira, janeiro 22, 2010
Ato Público de Repúdio ao aumento da passagem de ônibus

Os acontecimentos não tiram férias, sobretudo as ações contra os interesses dos trabalhadores, è nesse período quando muitas pessoas não estão na cidade, que nos últimos anos a Grande Londrina vem fazendo seus acordos de bastidores para aumentar a tarifa dos ônibus, o Ministério Público entrou com liminar para que o tarifa fique nos R$2,10 contrariando a TCGL que quer R$2,25.
Precisamos urgentemente entrar nessa luta, unindo nossas forças!
Proposta:
Fazer um ato público (ir para a rua, conversar com a população) no sábado dia 23/01 pela manhã.
O Ministério Público Estadual (MP) está questionando na Justiça o aumento da tarifa do transporte coletivo de Londrina, no norte do Paraná. Ontem, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor da cidade entrou com uma ação civil pública para tentar suspender o reajuste até o julgamento final do processo.
A ação, que é contra o município de Londrina e a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), ocorreu por conta de três motivos principais.
O primeiro é o fato de que o decreto municipal que fala sobre o aumento não explica detalhadamente o porquê do reajuste. O segundo motivo, segundo o MP, é que esse é o segundo reajuste em um período de pouco mais de cinco meses (em 2 de agosto de 2009, a passagem já havia subido de R$ 2 para R$ 2,10 (5% de aumento).
Segundo o MP-PR, “duas leis federais (9069/95 e 10192/2001) determinam periodicidade mínima de um ano para o reajuste das tarifas públicas”. O terceiro motivo foi que o percentual do último reajuste (de 7%) também foi considerado alto pela Promotoria, já que superou a inflação do período (a inflação acumulada no período de 12 meses foi de 4,31%). A ação civil pública foi distribuída para a 9.ª Vara Cível da comarca.
domingo, dezembro 13, 2009
´Reflexões sobre uma História entre as Histórias: café quente no Museu...
Sob a égide de um discurso historicamente construído, as vozes das classes populares foram, e são, continuamente desqualificadas e ouvidas pelo prisma da falta e da carência. Outrossim, cremos ser possível observar, no corpo e na narrativa da Peça Processo "Café Quente em Noite Fria...", uma radical singularidade quanto ao cotidiano desses personagens, promovendo novos olhares sobre seus modos de vida e apresentando alternativas promissoras ao enfrentamento das lógicas naturalizadoras proferidas por discursos hegemônicos. Este aspecto provocou um contradição extramente "positiva", entre a história oficial, materializada nas "paredes" do Museu histórico e "História dos Vencidos", representada na peça.
A temporada segue, na próxima semana (dias 18 e 19), no Centro Cultural Luppercio Luppi, na Zona Norte de Londrina. Um região da cidade que históricamente também é ligada (fruto) do declínio do Ciclo do Café e advento da construção Civil e a vocação dos serviços.
mais detalhes sobre os bastidores da Temporda do Grupo, Clique aqui
segunda-feira, dezembro 07, 2009
Grupo da FTO apresenta-se no Aniversário da Cidade.

A peça narra a do ponto de vista "dos de baixo", o evento que re-configurou a geopolitica do PR, na decada de 70, "A Geada Negra de 75". A peça é constituida em fragmentos (8) a partir das Histórias de Zé Alcino e Betina. Ele pequeno proprietário de terras, que vê sua pequena plantação queimada pela geada, obrigado mais uma vez a partir para terras mais distantes em busca de sua subsistência. Ela, Jovem camponesa, que se vê obrigada a deixar o sitio de seus pais e procurar ocupação na cidade. A partir da ótica destes dois personagens, o espetáculo procura analisar os motivos (e a geada foi apenas mais um dentre tantos), que levaram os lavradores do Sul a se tornarem os colonos do Norte: a mecanização da agricultura, o movimento de proletarização do campo, a expulsão das terras, e outras mais. Inclusive da busca de um sentido para busca de uma “terra prometida.”
terça-feira, outubro 06, 2009
Café Quente ganha Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2009
Foto: Mariana Matias Além da apresentação do Espetáculo - que fala sobre a geada negra de 1975, no norte do PR, - o projeto agrega ainda uma exposição de fotos uma oficina de Teatro do Oprimido, e um ciclo de palestras em cada cidade.
Semana passada, o Espetáculo "Café quente..." foi premiado no Festival Nacional de Teatro de Campo Mourão (FETACAM)- pesquisa e execução musical - além de indicações de melhor texto, melhor atriz e figurinos. (ver post abaixo)
sábado, setembro 26, 2009
Grupo da FTO Participa do FETACAM 2009
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O Peça, que a princípio tinha ficado na suplência dos grupos selecionados, foi convidado a participar após a desistência de um Grupo Paulista.
A Participação no FETACAM é mais uma oportunidade para o Grupo expor seu processo de trabalho e compartilhar sua pesquisa estética e extra-estética sobre a "Grande Geada Negra de 75".
A Peça-processo "Café quente em Noite Fria..." voltará a ser apresentada em Londrina na jornada SESC de Artes Cênicas , no período de 28,29 e 30 de outubro, as 21:00 horas.
domingo, setembro 06, 2009
Nova Edição do "Em Cena" Jornal da Vila Cultural Casa do TO

terça-feira, junho 16, 2009
Grupo Caos e Acaso faz apresentação no FILO
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O Grupo escolheu uma temática nada neutra politicamente, da recente História do PR e, em particular, do Norte do Estado: As informações históricas vêm a “conta-gotas”, pois o interesse não é narrar ao espectador uma história “tal qual foi” (se é que isto é possível para a historiografia acadêmica!), mas fazer uma leitura “Épica” de momentos/ acontecimentos significativos da pesquisa feita sobre o determinado acontecimento, principalmente do ponto de vista dos pequenos trabalhadores do campo, pequenos proprietários e de comerciantes, que do dia para noite perderam tudo, sendo “obrigados a se exilarem” em guetos nas periferias das cidades, dando inicio aos grandes conjuntos habitacionais. Escolhemos ponto de vista daqueles que até hoje sofrem as conseqüências sociais e econômicas da geada negra, em detrimento a visão oficial da História de que a Geada 1975 foi o “grande impulso” que faltava pela mecanização da agricultura no Paraná e também um dos motivos do rápido crescimento de Londrina, que se transformaria nas décadas seguintes num dos mais importantes municípios do Sul do Brasil.
Dramaturgia e direção: Roberto Sales ( em processo colaborativo com o Grupo)
Gênero: Teatro Épico
Elenco:
1. Glauco Garcia..............Zé Alcino/ Menelau /Smit /Narrador 1
Canções: Roberto Sales (letras) e Glauco Garcia (música)
Músicos/ sonoplasta: Marcelo Duarte Bezerra e Tiago Patrocínio de Oliveira
Desenho de iluminação: Glauco Garcia
Operador de Luz: Raul
Concepção de Espaço Cênico e Figurinos: O Grupo
Maquiagem: O Grupo

