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domingo, outubro 28, 2012

FTO participa da ação "Diversidade Colorindo a Cidade"

No último sábado, dia 27 de outubro das 09 às 13:00 foi realizada na Praça Rocha Pombo (próxima ao Terminal Central) a ação “Diversidade Colorindo a Cidade”. A ação é organizada pelo Transgrupo Elity Trans Londrina em colaboração com o MARL – Movimento dos Artistas de Rua de Londrina, Núcleo de Redução de Danos de Londrina, Secretaria Municipal de Saúde, Espaço Cultural Vila Brasil.


A FTO Londrina, participou do evento apresentando a peça "Operário em Construção", baseado no poema de Vinicius de Moraes e noticias de jornais locais.

Essa ação se caracteriza como um ato antifomofobia e tem por objetivo chamar atenção da sociedade para a reflexão sobre o tema diversidade sexual. O local escolhido para a ação, a Praça Rocha Pombo, foi recentemente alvo de pichações com mensagens discriminatórias contra as pessoas LGBT e, por este motivo, entendemos a necessidade de convidar as pessoas a pensar de maneiras diferentes sobre o assunto, ter outros olhares e procurar ver outras cores... 

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Vila Cultural Casa do Teatro do Oprimido: CENTRO POPULAR DE CULTURA


Agora é oficial: a Vila Cultural Casa do Teatro do Oprimido, a partir de 2012, passa a chamar “Vila Cultural Casa do Teatro do Oprimido: Centro Popular de Cultura”. Recebendo patrocínio do Programa Municipal de Incentivo a Cultura (PROMIC).

Nos últimos anos a Vila Cultura “Casa do Teatro do Oprimido” vem trabalhando com êxito na democratização do acesso à cultura. Experiências com Teatro popular, teatro de rua, dança, pensamento, fruição se realizam neste espaço em uma importante rede de articulação cultural. Desta maneira, a ampliação do nome reflete o que já vem acontecendo na prártica e no dia-a-dia na Vila Cultural.

Para 2012 a Vila Cultural “Casa do Teatro do Oprimido: Centro Popular de Cultura”, objetiva ampliar a troca de experiências e vivências entre artistas e demais integrantes da e coletivos das artes cênicas. No plano social, buscamos a intensificação do processo de educação dos sentidos dos cidadãos-espectadores por meio de conversas com o público, demonstrações de processos de trabalhos, oficinas de formação de multiplicadores e outras atividades.

segunda-feira, junho 06, 2011

Dias Contestados, Cheios de Amores Assim



Por Débora Oliveira. Atriz e Agente Cultural



Quem acompanha o trabalho da Fábrica de Teatro do Oprimido de Londrina conhece um pouco dos caminhos percorridos que nos fizeram chegar neste “Caminho para um Teatro Popular”. A FTO está caminhando por aí, com projeto de Vila Cultural, circulação de espetáculos, oficinas de teatro, Mostra de Teatro do Oprimido a pelo menos sete anos, sem contar a história do núcleo ativador desta incomum “fábrica”, o grupo “Caos e Acaso”, que representado por dois “malucos” de moto foram de Londrina até Santo André em São Paulo para apreender o método do Teatro do Oprimido de Augusto Boal.


Meu percurso como atriz, faz parte de todo esse grande processo, de toda experiência que o grupo Caos e Acaso tem e que foi incorporando ao Teatro do Oprimido. Nunca participei, por exemplo, de uma montagem de Hamlet, nunca fiz uma peça de conflitos psicológicos, para entrar no elenco nunca fiz nenhum “teste”, nunca ensaiei mais de seis horas por dia, nem nunca fiz uma cena dramática que precisasse chorar. Quando conheci esse grupo tinha lá meus dezesseis anos e até então só sabia narrar as estórias infantis como “Chapeuzinho vermelho”, “Três porquinhos” etc., passando depois a descobrir relações entre opressores e oprimidos. Minha experiência teatral veio puxada pelo que já foi (esteticamente) o “carro chefe” da FTO, o “Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas”.
Por isso mesmo, às vezes tenho a sensação de ter pegado o “bonde andando”, mas na verdade não, minha formação popular em teatro tem muito dos clássicos, pois se o Teatro Fórum tem um mapa de dramaturgia “aristotélico”, o Teatro Jornal tem suas raízes no Épico de Brecht, tudo o que eu fiz até hoje tem muito dos grandes clássicos como Stanislavski, Maiakovski, Berthold Brecht e muitos outros, além dos expoentes brasileiros, CPC, Augusto Boal, Companhia do Latão e por aí vai. Mas apesar de tanta influência, o pressuposto dessa engenhosa Fábrica sempre foi produzir em prol das classes populares, pensar nos oprimidos sim, mas das classes subalternas, fazer teatro Épico sim, mas procurando evidenciar as contradições entre o Trabalho e o Capital, fazer Teatro Popular sim, mas contando a história das lutas propositalmente esquecidas pelos contadores oficiais da História.
Mas contar uma história apenas não é suficiente, podemos não ter vivido, por exemplo, o momento da Guerra do Contestado, mas a identificação com essa história deve estar sempre viva. A peça “Dias Contestados” realmente está em verdadeiro processo, passou por inúmeras transformações, de início montada para palco, apresentada como um ensaio aberto, depois foi modificada para arena, neste momento passou por um significativo processo com o ator Sérgio Audi, que a convite da FTO ministrou uma oficina com as técnicas que ele trabalha em seu “Coletivo núcleo 2”, técnicas embasadas na perspectiva brechtiana.


A experiência de ter outra direção, outro olhar sobre a peça foi muito benéfica, para mim foi um divisor de águas no processo de criação da peça “Dias Contestados”. Terminada a semana da oficina pude perceber que contar uma história não é tão simples assim, é preciso pensar por quem e para quem ela é contada, e qual a história de cada sujeito, e é aí que o “bicho pega”. Não é só pensar nas classes subalternas, no proletariado, e em todos esses conceitos, é preciso pensar, além disso, no povo “subjugado pela miséria e pela fome”, qual de nós já lutou numa guerra sentindo na pele a escassez de alimento, e com doenças como tifo? Os caboclos do Contestado não tinham muita opção, ou lutavam, ou aceitavam a opressão dos Coronéis, dos soldados e da Cia Americana que construía a estrada de ferro deliberadamente. E a coisa se complica mais porque não existe um narrador único dessa história que foi vivida pelos que foram explorados, pelos oportunistas, pelos poderosos daquele contexto.
Numa peça de teatro, que não pretende ser cópia fiel da realidade isso se traduz em muitos personagens e fragmentos de histórias cotidianas, e para representar essa história é preciso mais que esforço coletivo é preciso de trabalho de ator, não de colaborador da causa, de ator mesmo, senão, não é teatro e se não é teatro vamos fazer uma roda e debater os batidos conceitos. Foi neste processo que eu percebi que o corpo, que o trabalho de criação também entrava na dança, e para que esta “dança” não fosse oca foi preciso buscar outras referências.
Depois dessa contribuição do ator Sérgio Audi, a peça passou por outra modificação, foi aos poucos adaptada para a rua, um grande desafio, tanto que do elenco inicial da peça restaram três pessoas, mas mesmo com outro elenco, as dificuldades de compor cada personagem permaneceram, ainda não encontramos o caminho da representação dialética, e nem sei se a encontraremos tão cedo, a peça está nos revelando um incrível potencial para a rua, todos do grupo sabem, mas a rua é um campo ainda desconhecido para nós, o que me faz pensar que temos inúmeras possibilidades de representar a mesma história, que na rua podemos e devemos abusar das alegorias, que o ator que vai pra rua não deve extrair de si mesmo um sorriso dos lábios, que é o mais óbvio, deve sim extrair um sorriso dos olhos, do dedo mindinho do pé esquerdo, da mão etc., ou seja, colocar toda sua capacidade imaginativa para trabalhar, para que a história contada possa ser compreendida por esse heterogêneo público. E como estamos em constante processo não há como querer mais que isso no momento. Só vamos descobrir uma possível e sincera relação com o “espaço rua” levando as dificuldades encontradas para a sala de ensaio, que é onde podemos experimentar essas inúmeras possibilidades.

quinta-feira, março 25, 2010

Confirmada a VII Edição da Mostra em 2010


Confirmada, hoje, dia 25 de março, a realização da VII Edição da Mostra Nacional de Teatro do Opromido.


O projeto, proposto pela Fábrica de Teatro do Oprimido - FTO, (através da proponente Nádia Borges Lima) foi aprovado através do edital público 001/10 - Projetos Estratégicos II - do Programa Municipal de Incentivo a Cultura de Londrina (PROMIC) e deverá ser realizado em novembro, como nas edições anteriores.


O temática geral do Evento este ano é: "Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas das Américas" e visa reunir grupos e coletivos artísticos que atuem com as mais diversas possibilidades de Teatro Popular na América Latina: Agit Prop, Teatro de Rua, Teatro Popular, Teatro do Oprimido, Intervenções urbanas, etc...ampliando os debates e as perpectivas estéticas e políticas da edição anterior.


Mais informações em breve no blog do evento: http://www.mostratolondrina.blogspot.com/


O objetivo maior do evento é ampliar o intercâmbio político-teatral entre os grupos como também de suas ações e conectando vontades, desejos e as atuações de praticantes de um teatro que se propõe crítico e atuante socialmente.

domingo, fevereiro 14, 2010

Caminhos para um Teatro Popular começa em Março

Projeto dos Grupos Populares da FTO Londrina: "Caminhos para um Teatro Popular", começa em março com espetáculos em praças públicas, oficinas e Mostra.





"Caminhos para um Teatro Popular" é nome do Projeto que reúne uma ação conjunta dos Grupos de Teatro Popular Ligados a FTO - Londrina. Os Grupos "Encenação de Teatro", Grupo "Caos e Acaso de Teatro" e "Grupo Oficina de TO"; realizarão um circuito de 15 apresentações gratuitas em praças públicas (no centro e nas periferias da cidade). Além disso, o Projeto também prevê oficinas de capacitação em Teatro Popular para grupos teatrais da cidade, Uma Mostra de Teatro Popular e uma públicação que será lançanda no final do ano, sistematizado as ações desenvolvifdas durante o tempo de realização do Projeto.

O Objetivo principal do Projeto (aprovado pelo Programa Municipal de Incentivo a Cultura - PROMIC 2010) é desenvolver uma série de atividades co-relacionadas, visando o Fortalecimento e Ampliação do Teatro Popular realizado na cidade de Londrina em todas as suas manifestações. Entendendo, que “popular”, segundo os Grupos, não é meramente sinônimo de linguagem ou gênero, mas referem-se essencialmente as suas formas de produção e a criação e ampliação de novos mecanismos de circulação Culturais desmercantilizados que sejam de interesse da maioria da população.

"Buscamos com esta pesquisa, começar uma sistematização de novos procedimentos de trabalho, que possam ser transmissíveis a outros grupos que tenham interesse pelos mecanismos de Produção de um Teatro Popular, buscando, nas palavras de Brecht, conciliar a preocupação estética com a inquietude política, sem nunca submeter uma à outra, mas, justamente, encontrando um novo e surpreendente significado para ambas" - Diz Roberto Sales, diretor teatral e coordenador do Projeto. " A função social da arte não se reduz a reproduzir a sociedade de seu tempo. O principal objetivo – quer pelo conteúdo, quer pela forma – trata-se de desempenhar um papel transformador a um só tempo cultural e político. E, acima de tudo – e tanto mais nos espetáculo/experimentos propostos –trata-se de desnaturalizar aquilo que é histórico." Concluí.
Os espetáculos que estarão na grade da circulação serão:
"Dias Contestados" - Grupo Encenação de Teatro.
"O amor é mesmo assim?" - Grupo Caos e Acaso
"Valor de Troca" - Grupos Caos e Acaso / OTO

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Ato Público de Repúdio ao aumento da passagem de ônibus


Em conversa com militantes de diferentes movimentos sociais, decidimos agir.

Os acontecimentos não tiram férias, sobretudo as ações contra os interesses dos trabalhadores, è nesse período quando muitas pessoas não estão na cidade, que nos últimos anos a Grande Londrina vem fazendo seus acordos de bastidores para aumentar a tarifa dos ônibus, o Ministério Público entrou com liminar para que o tarifa fique nos R$2,10 contrariando a TCGL que quer R$2,25.

Precisamos urgentemente entrar nessa luta, unindo nossas forças!

Proposta:
Fazer um ato público (ir para a rua, conversar com a população) no sábado dia 23/01 pela manhã.


O Ministério Público Estadual (MP) está questionando na Justiça o aumento da tarifa do transporte coletivo de Londrina, no norte do Paraná. Ontem, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor da cidade entrou com uma ação civil pública para tentar suspender o reajuste até o julgamento final do processo.


A ação, que é contra o município de Londrina e a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), ocorreu por conta de três motivos principais.
O primeiro é o fato de que o decreto municipal que fala sobre o aumento não explica detalhadamente o porquê do reajuste. O segundo motivo, segundo o MP, é que esse é o segundo reajuste em um período de pouco mais de cinco meses (em 2 de agosto de 2009, a passagem já havia subido de R$ 2 para R$ 2,10 (5% de aumento).

Segundo o MP-PR, “duas leis federais (9069/95 e 10192/2001) determinam periodicidade mínima de um ano para o reajuste das tarifas públicas”. O terceiro motivo foi que o percentual do último reajuste (de 7%) também foi considerado alto pela Promotoria, já que superou a inflação do período (a inflação acumulada no período de 12 meses foi de 4,31%). A ação civil pública foi distribuída para a 9.ª Vara Cível da comarca.

domingo, dezembro 13, 2009

´Reflexões sobre uma História entre as Histórias: café quente no Museu...

Fotos: Leandro Borges - arquivo da FTO
Terminou no Último dia 12 de dezembro, a Mini-temporada da Peça Processo "Cafe Quente Em Noite Fria ou o Ensaio sobre a Lenda do Ouro Verde", do Grupo caos e Acaso de Teatro, no Múseu Histórico de Londrina; em comemoração ao aniversário dos 75 anos de Londrina. Aqui, compartilho uma breve reflexão que nos ocorreu durante o processo de montagem, apresentação e debates com o público que pôde acompanhar as apresentações.
A Peça Processo "Café Quente em Noite Fria ou o Ensaio sobre a Lenda do Ouro Verde" evidenciou (do lado de fora do Museu; já que as apresentações aconteceram do lado de fora, na plataforma da Estação Ferroviária; e isto é um fato ironicamente interessante) o cotidiano singelo de histórias de vidas marginalizadas, histórias de vidas desprovidas de grandes acontecimentos, feitos enaltecedores ou fatos grandiosos, histórias de vidas geralmente taxadas de menores, pobres em eventos e até medíocres, por assim dizer, que não cabiam - e ainda hoje não cabem do lado de dentro do Museu. No aniversário de 75 anos de Londrina, o Grupo Caos e Acaso celebrou as vidas desinteressantes aos olhos de uma sociedade ávida por realizações espetaculares, por acontecimentos homéricos. No entanto, sob a ótica desse artista, transformam-se em histórias de vidas extremamente potentes, portando desejos, dores, alegrias, paixões, lutas, angústias, enfim, movimentos insubordinadores sob o ponto de vista de um poder central homogeneizador.

Sob a égide de um discurso historicamente construído, as vozes das classes populares foram, e são, continuamente desqualificadas e ouvidas pelo prisma da falta e da carência. Outrossim, cremos ser possível observar, no corpo e na narrativa da Peça Processo "Café Quente em Noite Fria...", uma radical singularidade quanto ao cotidiano desses personagens, promovendo novos olhares sobre seus modos de vida e apresentando alternativas promissoras ao enfrentamento das lógicas naturalizadoras proferidas por discursos hegemônicos. Este aspecto provocou um contradição extramente "positiva", entre a história oficial, materializada nas "paredes" do Museu histórico e "História dos Vencidos", representada na peça.

O próprio Local da Representação Teatral, contribui (e muito) para se evidenciar esta contradição:
"Para Nós, e extremamente emocionante representar esta esta peça aqui; nesta estação, onde milhares de trabalhadores chegavam e partiam atrás da Lenda do Ouro Verde. Chegavam em trens como este (aponta o vagão em exposição). Mas não neste aqui. Este aqui é da primeira Classe" - Diz Glauco Garcia, ator do Grupo Caos e Acaso.


A temporada segue, na próxima semana (dias 18 e 19), no Centro Cultural Luppercio Luppi, na Zona Norte de Londrina. Um região da cidade que históricamente também é ligada (fruto) do declínio do Ciclo do Café e advento da construção Civil e a vocação dos serviços.

mais detalhes sobre os bastidores da Temporda do Grupo, Clique aqui

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Grupo da FTO apresenta-se no Aniversário da Cidade.


Nesta Semana o Grupo Caos e Acaso de Teatro da Fábrica de Teatro do Oprimido (FTO) inicia uma série de apresentações da peça-processo "Café Quente em Noite Fria ou o Ensaio sobre a Lenda do Ouro Verde", que faz parte das festividades do Aniversário de 75 anos de Londrina. As apresentações acontecerão no Museu Histórico (dias 9,10,11 e 12) e no Centro Cultural Luppercio Luppi (Av Saul Elkind. Zona Norte) , nos dias 18 e 19. Sempre as 20:30hs. COM ENTRADA FRANCA.

A peça narra a do ponto de vista "dos de baixo", o evento que re-configurou a geopolitica do PR, na decada de 70, "A Geada Negra de 75". A peça é constituida em fragmentos (8) a partir das Histórias de Zé Alcino e Betina. Ele pequeno proprietário de terras, que vê sua pequena plantação queimada pela geada, obrigado mais uma vez a partir para terras mais distantes em busca de sua subsistência. Ela, Jovem camponesa, que se vê obrigada a deixar o sitio de seus pais e procurar ocupação na cidade. A partir da ótica destes dois personagens, o espetáculo procura analisar os motivos (e a geada foi apenas mais um dentre tantos), que levaram os lavradores do Sul a se tornarem os colonos do Norte: a mecanização da agricultura, o movimento de proletarização do campo, a expulsão das terras, e outras mais. Inclusive da busca de um sentido para busca de uma “terra prometida.”

terça-feira, outubro 06, 2009

Café Quente ganha Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2009

Foto: Mariana Matias

A Fábrica de Teatro do Oprimido (FTO), de Londrina, foi contemplada com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2009, através do projeto "Café Quente Em Noite Fria ou A lenda do ouro verde".

O Prêmio possibilitará que o Grupo da FTO, circule por 5 cidades do PR, com um circuito de apresentações e realização de atividades formativas.

Além da apresentação do Espetáculo - que fala sobre a geada negra de 1975, no norte do PR, - o projeto agrega ainda uma exposição de fotos uma oficina de Teatro do Oprimido, e um ciclo de palestras em cada cidade.

Semana passada, o Espetáculo "Café quente..." foi premiado no Festival Nacional de Teatro de Campo Mourão (FETACAM)- pesquisa e execução musical - além de indicações de melhor texto, melhor atriz e figurinos. (ver post abaixo)

Foram selecionados, nas cinco regiões brasileiras, 86 projetos, que vão receber entre R$ 40 mil e R$ 150 mil. Segundo a FUNARTE, Em breve também será anunciada uma relação de suplentes. Eles serão beneficiados com a verba suplementar de R$ 7 milhões que o Ministério da Cultura destinará à Fundação. Esta edição do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz teve um total de 2.053 inscritos, entre companhias, grupos, empresas, associações, cooperativas e, pela primeira vez, artistas independentes.

Em Londrina, além da FTO, o ator Paulo Braz teve o projeto Olhares Guardados contemplado com o prêmio Myriam Muniz no valor de R$ 40 mil. O projeto é focado na expressividade cênica para pessoas com deficiência visual e vai contar com a participação de 15 artistas deficientes de Londrina. A estreia está programada para o Filo do ano que vem e, depois, o espetáculo entra em temporada de 10 apresentações.
veja a lista completa dos contemplados aqui

sábado, setembro 26, 2009

Grupo da FTO Participa do FETACAM 2009


"Cena de Café Quente em Noite Fria- Fragmento I: Zé Alcindo Recebe os emissários do Monstro"

O Grupo Caos & Acaso de Teatro apresentará a Peça-Processo "Café Quente em Noite Fria ou a Lenda do Ouro Verde" no dia 02 de outubro do Festival Nacional de Campo Mouraão/PR (FETACAM 2009).


O Peça, que a princípio tinha ficado na suplência dos grupos selecionados, foi convidado a participar após a desistência de um Grupo Paulista.


A Participação no FETACAM é mais uma oportunidade para o Grupo expor seu processo de trabalho e compartilhar sua pesquisa estética e extra-estética sobre a "Grande Geada Negra de 75".


A Peça-processo "Café quente em Noite Fria..." voltará a ser apresentada em Londrina na jornada SESC de Artes Cênicas , no período de 28,29 e 30 de outubro, as 21:00 horas.

domingo, setembro 06, 2009

Nova Edição do "Em Cena" Jornal da Vila Cultural Casa do TO


Saiu a nova Edição do Jornal "Em Cena", o Jornal da Vila Cultural Casa do Teatro do Oprimido. Nesta edição constam textos que refletem sobre política cultural nacional, a produção teatral de Londrina, a produção dos Grupos Populares de Teatro do Oprimido e uma crítica sobre a peça "Café Quente em Noite Fria", do grupo Caos e Acaso de Teatro.

Os jornais estarão disponíveis gratuitamente na Secretaria Municipal de Cultura, nas Vilas Culturais: casa do TO, Berimbau da Cidadania, Cemitério de Automoveis, na Biblioteca Púbica e na biblioteca setorial do CCH na UEL.

terça-feira, junho 16, 2009

Grupo Caos e Acaso faz apresentação no FILO


Foto: Mariana Matias


O Grupo Caos e Acaso de Teatro - grupo de multiplicadores da FTO Londrina - faz apresentação do espetáculo "Café Quente em Noite Fria", nesta sexta -feira, dia 19, no Filo. A apresentação acontecerá na Sala de Espetáculos do SESC Londrina ( na Rua Fernando de Noronha).


Ambientado no período da grande Geada Negra, que se abateu sobre o Norte do Paraná em 1975, o espetáculo aborda a migração para as terras da Amazônia em 1976, a partir de histórias do pequeno proprietário de terras Zé Alcindo, que vê sua plantação devastada, e da jovem camponesa Betina. Com a geada, ele tenta partir para terras mais distantes em busca de subsistência, enquanto ela tem que deixar o sítio dos pais e procurar ocupação na cidade. O espetáculo procura analisar os motivos (e a geada foi apenas mais um dentre tantos), que levaram os lavradores do Sul a se tornarem os colonos do Norte. O Espetáculo utiliza pré-supostos do teatro Épico de B. Brecht e As técnicas de Augusto Boal em um jogo teatral claro, entre atores e espectadores.

O espetáculo é construído a partir das Técnicas de Teatro Jornal (formuladas por Augusto Boal), que consiste basicamente na analise e teatralização de noticias de jornal ou de qualquer outro material não dramático. Para concepção deste espetáculo, foram utilizadas noticias de jornais da época (1975), principalmente o já extinto Jornal Panorama, capítulos uma tese de doutorado “A Lenda do Ouro Verde” da historiadora e socióloga Maria Beatriz Guimarães Neto, e principalmente relatos de pequenos agricultares que vivenciaram este período histórico

O Grupo escolheu uma temática nada neutra politicamente, da recente História do PR e, em particular, do Norte do Estado: As informações históricas vêm a “conta-gotas”, pois o interesse não é narrar ao espectador uma história “tal qual foi” (se é que isto é possível para a historiografia acadêmica!), mas fazer uma leitura “Épica” de momentos/ acontecimentos significativos da pesquisa feita sobre o determinado acontecimento, principalmente do ponto de vista dos pequenos trabalhadores do campo, pequenos proprietários e de comerciantes, que do dia para noite perderam tudo, sendo “obrigados a se exilarem” em guetos nas periferias das cidades, dando inicio aos grandes conjuntos habitacionais. Escolhemos ponto de vista daqueles que até hoje sofrem as conseqüências sociais e econômicas da geada negra, em detrimento a visão oficial da História de que a Geada 1975 foi o “grande impulso” que faltava pela mecanização da agricultura no Paraná e também um dos motivos do rápido crescimento de Londrina, que se transformaria nas décadas seguintes num dos mais importantes municípios do Sul do Brasil.



Espetáculo: Café Quente em Noite Fria
Dramaturgia e direção: Roberto Sales ( em processo colaborativo com o Grupo)
Gênero: Teatro Épico

Elenco:

1. Glauco Garcia..............Zé Alcino/ Menelau /Smit /Narrador 1

2. Paulo César Pires.........Zé Bispo/ Marinheiro/ Otávio /motorista/ Jhon Venâncio

3. Roberto Sales............Narrador 2 / Furleto / um agricultor

4. Ana Carolina Silva......Betina - Katarina / O propagandista / outro Agricultor

5. Nádia Burk..............Elza / Marieta / Narradora 3 / agricultora 2

Canções: Roberto Sales (letras) e Glauco Garcia (música)
Músicos/ sonoplasta: Marcelo Duarte Bezerra e Tiago Patrocínio de Oliveira
Desenho de iluminação: Glauco Garcia
Operador de Luz: Raul

Operadora de Audio Visual: Débora Oliveira

Concepção de Espaço Cênico e Figurinos: O Grupo
Maquiagem: O Grupo

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