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quarta-feira, julho 20, 2011

Manifestação dos Trabalhadores da Cultura



O Movimento de Trabalhadores da Cultura, aprofundando e reafirmando as posições defendidas
desde 1999, em diversos movimentos como o Arte Contra Bárbarie, torna pública sua indignação e recusa ao tratamento que vem sendo dado à cultura deste país. A arte é um elemento insubstituível para um país por registrar, difundir e refletir o imaginário de seu povo. Cultura é prioridade de Estado, por fundamentar o exercício crítico do ser-humano na construção de uma sociedade mais justa.
A produção artística vive uma situação de estrangulamento que é resultado da mercantilização imposta à cultura e à sociedade brasileiras. O Estado prioriza o capital e os governos municipais, estaduais e federal teimam em privatizar a cultura, a saúde e a educação. É esse discurso que confunde política para a agricultura com dinheiro para o agronegócio; educação pública com transferência de recursos públicos para faculdades privadas; incentivo à cultura com Imposto de Renda doado para o marketing, servindo a propaganda de grandes corporações. Por meio da renúncia fiscal – em leis como a Lei Rouanet - os governos transferiram a administração de dinheiro público destinado à produção cultural, para as mãos das empresas.
Dinheiro público, utilizado com critérios de interesses privados. Política que não amplia o acesso aos bens culturais e principalmente não garante a produção continuada de projetos culturais.
Em 2011 a cultura sofreu mais um ataque: um corte de 2/3 de sua verba anual. De 0,2% ou 2,2
bilhões de reais, foi para 0,06% ou 800 milhões de reais do orçamento geral da União em um momento de prosperidade da economia brasileira. Esta regressão implicou na suspensão de todos os editais federais de incentivo à Cultura no país, num processo claro de destruição das poucas conquistas da categoria. Enquanto isso, a renúncia fiscal da Lei Rouanet não sofreu qualquer alteração apesar das inúmeras críticas de toda a sociedade.


Trabalhadores da Cultura, é HORA DE PERDER A PACIÊNCIA: Exigimos dinheiro público para arte pública!



Arte pública é aquela financiada por dinheiro público, oferecida gratuitamente, acessível a amplas camadas da população – arte feita para o povo. Arte pública é aquela que oferece condições para quequalquer trabalhador possa escolhê-la como seu ofício e, escolhendo-a, possa viver dela – arte feita pelo povo. Por uma arte pública, tanto nós, trabalhadores da cultura, como toda a população em seu direito ao acesso irrestrito aos bens culturais, exigimos programas – e não programa único – estabelecidos em leis com orçamentos próprios. Exigimos programas que estruturem uma política cultural contínua e independente – como é o caso do Prêmio Teatro Brasileiro, um modelo de lei proposto pela categoria após mais de 10 anos de discussões. Por uma arte pública exigimos Fundos de Cultura, também estabelecidos em lei, com regras e orçamentos próprios a serem obedecidos pelos governos e executados por meio de editais públicos, reelaborados constantemente com a participação da sociedade civil organizada e não dentro dos gabinetes. Por uma arte pública, exigimos a imediata votação da PEC 236, que prevê a cultura como direito social, e também imediata votação da PEC 150, que garante que o mínimo de 2% ( hoje, 40 bilhões de reais) do orçamento geral da União seja destinado à Cultura, nos padrões propostos pela ONU, para que assim tenhamos verbas que possibilitem o início de um tratamento devido à cultura brasileira.
Por uma arte pública, exigimos a imediata publicação dos editais de incentivo cultural que foram
suspensos, e o descontingenciamento imediato da já pequena verba destinada à Cultura. Por uma arte pública, exigimos o fim da política de privatizações e sucateamentos dos equipamentos culturais, o fim das leis de incentivo fiscal, o fim da burocratização dos espaços públicos e das contínuas repressões e proibições que os trabalhadores da cultura têm diariamente sofrido em sua luta pela sobrevivência. Por uma arte pública queremos ter representatividade dentro das comissões dos editais, ter representatividade nas decisões e deliberações sobre a cultura, que estão nas mãos de produtores e dos interesses do mercado.
Por uma arte pública, hoje nos dirigimos a Senhora Presidenta da República, Dilma Rousseff, ao
Senhor Ministro da Fazenda e às Senhoras Ministras do Planejamento e Casa Civil, já que o Ministério da Cultura, devido seu baixo orçamento encontra-se moribundo e impotente. Exigimos a criação de uma política pública e não mercantil de cultura, uma política de investimento direto do Estado, que não pode se restringir às ações e oscilações dos governos de plantão. O Movimento de Trabalhadores da Cultura, chama toda a população a se unir a nós nesta luta.

terça-feira, abril 27, 2010

I Mostra de Teatro Popular de Londrina - PROGRAMAÇÂO


I MOSTRA DE TEATRO POPULAR DE LONDRINA

Espetáculos e atividades gratuitas entre 28 de Abril e 02 de maio ocupam a sala do Teatro Zaqueu de Melo, além várias encenações nas ruas da cidade. Esta é primeira edição da Mostra de Teatro Popular de Londrina, que reúne grupos locais para apresentar a população várias tendências do Teatro Popular praticados na cidade. Além disso, o Evento tem como objetivo aproximar os grupos locais, trocar experiências e Metodologias de Trabalho e assim fortalecer o meio cultural Londrinese, além de evidenciar sua pluralidade.

Além de espetáculos no Teatro Zaqueu Melo, sempre as 21:00hs, acontecerão espetáculos na praça Nishinomia (aeroporto) e na Av Saul Elkind. Todos com entrada franca.

A I Mostra de Teatro Popular de Londrina pretende propor um processo colaborativo e sociabilizante, que chegue e englobe artistas e grupos teatrais da cidade, pesquisadores da arte, e principalmente uma parcela da população de Londrina que, em geral não tem acesso ás iniciativas de fruição cultural, quer motivos econômicos, quer motivos sócio-culturais.

Reunindo, Grupos e coletivos teatrais de Londrina, a I Mostra de Teatro Popular de Londrina, pretende estabelecer diretrizes para uma ação em Rede em âmbito local, e em médio prazo, nacional e internacional. Além disto, este evento pretende ampliar um espaço específico na cidade de Londrina, destinado ao fomento e valorização da produção Teatral local.

O evento é uma das propostas do Projeto “Caminhos para um Teatro Popular”, realizado pelos grupos teatrais ligados a Fábrica de Teatro do Oprimido (FTO), que além da mostra, prevê durante o ano 15 apresentações teatrais em praças públicas da cidade além de oficinas teatrais voltadas para os artistas locais.

A I Mostra de Teatro Popular de Londrina conta com a parceria do SESC Londrina. O Patrocínio é do Programa Municipal de Incentivo a Cultura (PROMIC).

A programação estará disponível em www.ftolondrina.blogspot.com
Contatos: 3324-9121 (Paulo César Leôncio ou Roberto Sales)

Ficha Técnica:
I Mostra de Teatro Popular de Londrina
Quando: de 28 de abril a 02 de maio
Onde: Teatro Zaqueu de Melo às 21:00hs
Calçadão (praça Marechal Floriano Peixoto) 11:00 hs
Praça Nishinomia
Av Saul Elkind

Realização: Projeto Caminhos para um Teatro Popular
Vila Cultural Casa do Teatro do Oprimido

Produção: Fábrica de Teatro do Oprimido (FTO)
Parceria: SESC Londrina
Patrocínio: Programa Municipal de Incentivo a Cultura (PROMIC)

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Ato Público de Repúdio ao aumento da passagem de ônibus


Em conversa com militantes de diferentes movimentos sociais, decidimos agir.

Os acontecimentos não tiram férias, sobretudo as ações contra os interesses dos trabalhadores, è nesse período quando muitas pessoas não estão na cidade, que nos últimos anos a Grande Londrina vem fazendo seus acordos de bastidores para aumentar a tarifa dos ônibus, o Ministério Público entrou com liminar para que o tarifa fique nos R$2,10 contrariando a TCGL que quer R$2,25.

Precisamos urgentemente entrar nessa luta, unindo nossas forças!

Proposta:
Fazer um ato público (ir para a rua, conversar com a população) no sábado dia 23/01 pela manhã.


O Ministério Público Estadual (MP) está questionando na Justiça o aumento da tarifa do transporte coletivo de Londrina, no norte do Paraná. Ontem, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor da cidade entrou com uma ação civil pública para tentar suspender o reajuste até o julgamento final do processo.


A ação, que é contra o município de Londrina e a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), ocorreu por conta de três motivos principais.
O primeiro é o fato de que o decreto municipal que fala sobre o aumento não explica detalhadamente o porquê do reajuste. O segundo motivo, segundo o MP, é que esse é o segundo reajuste em um período de pouco mais de cinco meses (em 2 de agosto de 2009, a passagem já havia subido de R$ 2 para R$ 2,10 (5% de aumento).

Segundo o MP-PR, “duas leis federais (9069/95 e 10192/2001) determinam periodicidade mínima de um ano para o reajuste das tarifas públicas”. O terceiro motivo foi que o percentual do último reajuste (de 7%) também foi considerado alto pela Promotoria, já que superou a inflação do período (a inflação acumulada no período de 12 meses foi de 4,31%). A ação civil pública foi distribuída para a 9.ª Vara Cível da comarca.

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