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segunda-feira, dezembro 07, 2009

Grupo da FTO apresenta-se no Aniversário da Cidade.


Nesta Semana o Grupo Caos e Acaso de Teatro da Fábrica de Teatro do Oprimido (FTO) inicia uma série de apresentações da peça-processo "Café Quente em Noite Fria ou o Ensaio sobre a Lenda do Ouro Verde", que faz parte das festividades do Aniversário de 75 anos de Londrina. As apresentações acontecerão no Museu Histórico (dias 9,10,11 e 12) e no Centro Cultural Luppercio Luppi (Av Saul Elkind. Zona Norte) , nos dias 18 e 19. Sempre as 20:30hs. COM ENTRADA FRANCA.

A peça narra a do ponto de vista "dos de baixo", o evento que re-configurou a geopolitica do PR, na decada de 70, "A Geada Negra de 75". A peça é constituida em fragmentos (8) a partir das Histórias de Zé Alcino e Betina. Ele pequeno proprietário de terras, que vê sua pequena plantação queimada pela geada, obrigado mais uma vez a partir para terras mais distantes em busca de sua subsistência. Ela, Jovem camponesa, que se vê obrigada a deixar o sitio de seus pais e procurar ocupação na cidade. A partir da ótica destes dois personagens, o espetáculo procura analisar os motivos (e a geada foi apenas mais um dentre tantos), que levaram os lavradores do Sul a se tornarem os colonos do Norte: a mecanização da agricultura, o movimento de proletarização do campo, a expulsão das terras, e outras mais. Inclusive da busca de um sentido para busca de uma “terra prometida.”

terça-feira, junho 16, 2009

Grupo Caos e Acaso faz apresentação no FILO


Foto: Mariana Matias


O Grupo Caos e Acaso de Teatro - grupo de multiplicadores da FTO Londrina - faz apresentação do espetáculo "Café Quente em Noite Fria", nesta sexta -feira, dia 19, no Filo. A apresentação acontecerá na Sala de Espetáculos do SESC Londrina ( na Rua Fernando de Noronha).


Ambientado no período da grande Geada Negra, que se abateu sobre o Norte do Paraná em 1975, o espetáculo aborda a migração para as terras da Amazônia em 1976, a partir de histórias do pequeno proprietário de terras Zé Alcindo, que vê sua plantação devastada, e da jovem camponesa Betina. Com a geada, ele tenta partir para terras mais distantes em busca de subsistência, enquanto ela tem que deixar o sítio dos pais e procurar ocupação na cidade. O espetáculo procura analisar os motivos (e a geada foi apenas mais um dentre tantos), que levaram os lavradores do Sul a se tornarem os colonos do Norte. O Espetáculo utiliza pré-supostos do teatro Épico de B. Brecht e As técnicas de Augusto Boal em um jogo teatral claro, entre atores e espectadores.

O espetáculo é construído a partir das Técnicas de Teatro Jornal (formuladas por Augusto Boal), que consiste basicamente na analise e teatralização de noticias de jornal ou de qualquer outro material não dramático. Para concepção deste espetáculo, foram utilizadas noticias de jornais da época (1975), principalmente o já extinto Jornal Panorama, capítulos uma tese de doutorado “A Lenda do Ouro Verde” da historiadora e socióloga Maria Beatriz Guimarães Neto, e principalmente relatos de pequenos agricultares que vivenciaram este período histórico

O Grupo escolheu uma temática nada neutra politicamente, da recente História do PR e, em particular, do Norte do Estado: As informações históricas vêm a “conta-gotas”, pois o interesse não é narrar ao espectador uma história “tal qual foi” (se é que isto é possível para a historiografia acadêmica!), mas fazer uma leitura “Épica” de momentos/ acontecimentos significativos da pesquisa feita sobre o determinado acontecimento, principalmente do ponto de vista dos pequenos trabalhadores do campo, pequenos proprietários e de comerciantes, que do dia para noite perderam tudo, sendo “obrigados a se exilarem” em guetos nas periferias das cidades, dando inicio aos grandes conjuntos habitacionais. Escolhemos ponto de vista daqueles que até hoje sofrem as conseqüências sociais e econômicas da geada negra, em detrimento a visão oficial da História de que a Geada 1975 foi o “grande impulso” que faltava pela mecanização da agricultura no Paraná e também um dos motivos do rápido crescimento de Londrina, que se transformaria nas décadas seguintes num dos mais importantes municípios do Sul do Brasil.



Espetáculo: Café Quente em Noite Fria
Dramaturgia e direção: Roberto Sales ( em processo colaborativo com o Grupo)
Gênero: Teatro Épico

Elenco:

1. Glauco Garcia..............Zé Alcino/ Menelau /Smit /Narrador 1

2. Paulo César Pires.........Zé Bispo/ Marinheiro/ Otávio /motorista/ Jhon Venâncio

3. Roberto Sales............Narrador 2 / Furleto / um agricultor

4. Ana Carolina Silva......Betina - Katarina / O propagandista / outro Agricultor

5. Nádia Burk..............Elza / Marieta / Narradora 3 / agricultora 2

Canções: Roberto Sales (letras) e Glauco Garcia (música)
Músicos/ sonoplasta: Marcelo Duarte Bezerra e Tiago Patrocínio de Oliveira
Desenho de iluminação: Glauco Garcia
Operador de Luz: Raul

Operadora de Audio Visual: Débora Oliveira

Concepção de Espaço Cênico e Figurinos: O Grupo
Maquiagem: O Grupo

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