quarta-feira, maio 27, 2009

Grupos Populares Realizam apresentações no Zaqueu de Melo, neste fim de semana.


“Ombro, Armas / Valor de Troca: 2 Experimentos Cênicos de Intervenção Popular”



Os Grupos Teatrais “Encenação” e Oficina de Teatro do Oprimido (OTO), ambos ligados a Vila Cultural Casa do Teatro do Oprimido realizam neste final semana apresentação do Espetáculo “2 Experimentos Cênicos de Intervenção Popular”, no Teatro Zaqueu de Melo.

O Espetáculo, composto de duas pequenas peças teatrais, (“Ombro; Armas”, do Grupo Encenação e “Valor de Toca” do Grupo Oficina), pretende ser uma demonstração pública da pesquisa estética e social que os Grupos estão desenvolvendo conjuntamente, sob a coordenação do diretor teatral Roberto Sales. Esta Pesquisa aborda os diálogos possíveis entre o Teatro Épico de B. Brecht e as técnicas do Teatro-Jornal, de Augusto Boal, procurando investigar o universo teórico e filosófico dos dois autores. Os Grupos Tem como objetivo aprofundar as ferramentas de teatralidade e de reflexão sob suas experiências anteriores.

Este espetáculo é parte de um processo de produção e principalmente, de busca de um teatro popular destinado a ser, acima de tudo divertimento, que estimula o pensamento crítico, refletindo sobre a condição do Homem no mundo.

Sobre as peças
Ombro, Armas

A partir de fragmentos de textos referentes à II Guerra Mundial, o Grupo propõe uma reflexão sobre ao Homem em “sua condição de guerra”. Não só sobre a desumanidade e o Terror das guerras como também a estreita ligação, nelas, entre a desgraça das nações pobres e o constante aumento dos lucros dos grandes impérios.

Valor de Troca
Sua narrativa que tem por base uma notícia extraída das páginas principais do jornal Frances “Le Monde” Conta a história de um recém-desepregado, que ao perceber-se nesta situação entra em desespero e comete suicídio.O Espetáculo utiliza o Teatro-Jornal, faz uma reflexão sobre a crise mundial e sua relação com o desemprego crescente no Brasil.

Ficha Técnica
Espetáculo: Ombro, Armas / Valor de Troca: 2 Experimentos Cênicos de Intervenção Popular
Grupos: Encenação e Oficina de Teatro do Oprimido
Direção: Roberto Sales
Quando: 30 e 31 de maio (sábado e Domingo)
Onde: Teatro Zaqueu de Melo ( Av Rio de Janeiro 413)
Horário: 20:00hs

R$: 6,00 e R$ 3,00
Realização: Vila Cultural Casa do Teatro do Oprimido
Patrocínio: Programa Municipal de Incentivo a Cultura (PROMIC)
Contatos: 3324-9121 (Vila Cultural Casa do TO)
9115-4830 ( Roberto Sales)

domingo, maio 24, 2009

Encontro de Augusto Boal e Zé Renato no Fórum Artístico 2008

Reportagem sobre o encontro histórico entre José Renato - fundador do teatro de Arena - e Augusto Boal - criador do Teatro do Oprimido - no VII Fórum Artístico da Cooperativa Paulista de Teatro.




segunda-feira, maio 18, 2009

GTO CAPS AD Apresenta-se na Semana da Luta Antimanicomial de Londrina



A partir dos anos 1970, mesmo período em que nascia o Teatro do Oprimido, trabalhadores de saúde mental denunciaram as condições subumanas a que estavam submetidos os portadores de transtornos mentais. Desde então, o poder público iniciou a construção de uma política pública de humanização desospitalização e desinstitucionalização, com garantia dos direitos dessa população.


A escolha do dia 18 de maio para marcar as comemorações da Luta Antimanicomial se deve à realização de um congresso nacional de trabalhadores de saúde mental, em dezembro de 1987, no município de Bauru, em São Paulo, quando um grupo de profissionais de saúde lançou um movimento nacional com o lema "Por uma sociedade sem manicômios". O movimento luta pelo cumprimento da Lei 10.216 de 2001, que normatiza a Reforma Psiquiátrica. Em síntese, a reforma representa a implantação de uma rede de serviços substitutivos aos manicômios.

Desde 1987, no dia 18 de maio, os profissionais de saúde mental, usuários, familiares e militantes da área de saúde mental, vão às ruas, praças, universidades, instituições de saúde etc, para debater com a sociedade o mito de que o louco é incapaz e perigoso, e ainda mostrar que é possível tratar os pacientes de maneira diferente com humanização, qualidade, respeitando-os como sujeitos da cidadania.



Em Londrina:

Elson, Fazendo Curingagem no CAPS AD na ocasião da V Mostra de TO de Londrina

Na semana da Luta antimanicomial, mas precisamente no dia 16 de maio, apresentou-se no Calçadão o Grupo de Teatro do Oprimido do CAPS A/D com um espetáculo de Teatro-Fórum que discutia problemas como preconceito e discriminação referentes ao usuários do CAPS. O trabalho no CAPS com o Teatro do Oprimido está sendo desenvolvido desde agosto de 2008, pelos Multiplicadores Elson Alves de Lima e Ilka Elorza, que participaram dos módulos do Curso "Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto", que aconteceu em Londrina em 2008, sob coordenação de Olivar Bendelach do CTO Rio.


No inicio do mês, à convite dos Multiplicadores do CAPS; Gildemar Roberto Sales e Glauco Garcia tiveram a oportunidade de acompanhar os ensaios do Grupo e puderam contrubuir com o processo, dialogando com o grupo.

"Nosso trabalho - diz Elson - é realizado na perspectiva de reintroduzir o usuário de droga e álcool na sociedade. É o resgate da cidadania através da busca da autonomia e no controle do uso de substâncias químicas para que a pessoa adquira consciência de uma forma de uso que não prejudique sua conduta social”.


O Elson detalha que "O Caps é um sistema de atendimento conhecido como de ‘portas abertas’, onde qualquer pessoa usuária de álcool e droga pode entrar para se tratar".


Para as pessoas que aceitam o tratamento, o Caps oferece, além das Oficinas de TO, terapia comunitária; oficinas para aprendizagem de confecção de velas; tear; reciclagem; desenho; kirigami, uma variação do tradicional origami; culinária; e leitura e prática de esporte.



domingo, maio 03, 2009

Augusto Boal: Não Morre quem Lutou




"Não morre quem lutou
Não morre um ideal
Arranca a folha, vem a flor,
Arranca a flor, vem o pinhão...
Enquanto ele viveu
Justiça distribuiu
E a Liberdade
era fácil de alcançar..."


Trecho da canção Zumbi, letra e música de Denoir de Oliveira

Morreu na madrugada deste sábado aos 78 anos o diretor de teatro, dramaturgo e ensaísta Augusto Boal. Expoente do Teatro de Arena de São Paulo (1956 a 1970) e fundador do Teatro do Oprimido (inspirado nas propostas do educador Paulo Freire), ele sofria de leucemia e estava internado na CTI do Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. No final de março, ainda teve forças para marcar presença um uma conferência da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), em Paris, onde recebeu o título de Embaixador Mundial do Teatro. O corpo do dramaturgo será cremado por volta do meio-dia deste domingo, no cemitério do Caju.


A notícia foi enviada aos amigos pelo diretor Aderbal Freire-Filho, que lamentou a grande perda para o teatro brasileiro. O último encontro de Aderbal com o amigo foi na sala de espera do consultório do Dr. Flavio Cure Palheiro, médico que monitorou o desenvolvimento da doença de Boal.


- A gente sempre diz que os mortos são insubstituíveis, mas Boal, de fato, o é. Ele é um dos deuses do arquipélago do teatro, um dos mitos da nossa religião. É uma perda irreparável - lamentou Aderbal.


Augusto Pinto Boal nasceu em 16 de março de 1931, na Penha, bairro da zona Norte do Rio. Suas técnicas e práticas difundiram-se pelo mundo, notadamente nas três últimas décadas do século XX, sendo largamente empregadas não só por aqueles que entendem o teatro como instrumento de emancipação política mas também nas áreas de educação, saúde mental e no sistema prisional. Suas teorias sobre o teatro são estudadas nas principais escolas de teatro do mundo. No jornal inglês The Guardian, já se escreveu que "Boal reinventou o teatro político e é uma figura internacional tão importante quanto Brecht ou Stanislavski".


- Boal nos representa no Brasil e fora dele. Há livros traduzidos em francês, holandês, mais de vinte línguas. O Teatro do Oprimido é estudado em muitos países. Se ele falecesse na França, a repercussão ia ser enorme - comenta Aderbal Freire-Filho.


Ao voltar de uma temporada em Nova York - onde estudou Engenharia Química (Columbia University) e dramaturgia (School of Dramatics Arts) e pôde acompanhar as montagens do Actor's Studio, que utlizava o método de interpretação Stanislavski - em 1956, Boal passa a integrar o Teatro de Arena de São Paulo, que tornou-se uma das mais importantes companhias de teatro brasileiras. Com sua experiência, incentivou a encenação de textos brasileiros, de autores como Gianfrancesco Guarnieri, o que livrou o grupo da falência, na década de 50. Essa retomada do Arena causa uma revolução na cena brasileira, abrindo caminho para uma dramaturgia nacional de nomes como Oduvaldo Vianna Filho.


A enciclopédia do Itaú Cultural traz uma análise do crítico Yan Michalski, um dos mais importantes do teatro brasileiro, sobre Boal:
"Até o golpe de 1964, a atuação de Augusto Boal à frente do Teatro de Arena foi decisiva para forjar o perfil dos mais importantes passos que o teatro brasileiro deu na virada entre as décadas de 1950 e 1960. Uma privilegiada combinação entre profundos conhecimentos especializados e uma visão progressista da função social do teatro conferiu-lhe, nessa fase, uma destacada posição de liderança. Entre o golpe e a sua saída para o exílio, essa liderança transferiu-se para o campo da resistência contra o arbítrio, e foi exercida com coragem e determinação. No exílio, reciclando a sua ação para um terreno intermediário entre teatro e pedagogia, ele lançou teses e métodos que encontraram significativa receptividade pelo mundo afora, e fizeram dele o homem de teatro brasileiro mais conhecido e respeitado fora do seu país".


Com o fechamento do Teatro de Arena, veio o Teatro do Oprimido. Boal dizia que "o Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo. Todos os seres humanos são atores - porque atuam - e espectadores - porque observam. Somos todos 'espect-atores'". Criada no final da década de 60, em São Paulo, suas técnicas utilizam a estética teatral para discutir questões políticas e sociais.


Na década de 70, enquanto esteve exilado em Lisboa, durante a ditadura militar no Brasil, Boal difundiu o método na América Latina e Europa. Na época, Chico Buarque compôs "Meu caro amigo", como uma carta em forma de música, em homenagem ao dramaturgo.


Em 2008, foi indicado ao prêmio Nobel da Paz devido ao reconhecimento a seu trabalho com o Teatro do Oprimido. No dia 16 de março do mesmo ano, atores, teatrólogos e militantes da cultura comemoraram pela primeira vez o Dia Mundial do Teatro do Oprimido. A data foi escolhida por ser a mesma do nascimento de Augusto Boal.


Augusto Boal, era o responsável pelas maiores iniciativas de democratização do acesso aos modos de produção teatral do Brasil atualmente - o Projeto Teatro do OPrimido de Ponto a Ponto, Projeto Teatro do Oprimido Na Sáude Mental, Projeto Teatro do OPrimido Nas Prisões - que forma multiplicadores e fomenta iniciativas de Teatro Popular em quase todos os Estados Brasileiros.

Lula divulga nota de pesar pela morte de Augusto Boal
Publicado em 03.05.2009, às 13h30





O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota de pesar pela morte do diretor teatral e dramaturgo Augusto Boal, de 78 anos, que faleceu ontem (2) de insuficiência respiratória, no Rio de Janeiro.

Para Lula, o dramaturgo inspirou gerações e deixa a imagem de um homem apaixonado pela vida e pelo que fazia. Boal fundou o Centro de Teatro do Oprimido (CTO-Rio), em 1986, onde o público era transformado em ator.

Por sua importância para o teatro contemporâneo, no Brasil e no mundo, seu papel de expoente do Teatro de Arena, em São Paulo, e de fundador do revolucionário Teatro do Oprimido, Boal inspirou diferentes gerações, no nosso país e no exterior, afirma a nota.
Para os brasileiros e os amantes do teatro e da promoção da igualdade entre os homens, diz ainda a nota, Boal deixa uma marca que jamais será esquecida, além do exemplo de um companheiro que dedicou sua vida transformação social por meio da arte.

Fonte: AE

sexta-feira, maio 01, 2009

1 de Maio - DIA DO TRABALHO


Trabalhadores de todas as nacionalidades saíram às ruas no 1º de maio.


Diversos protestos sacudiram a Espanha e foram reprimidos pela polícia de Zapatero, vários manifestantes foram presos. Na Rússia, manifestações em 600 cidades reuniram 1,2 milhão de pessoas. Os trabalhadores russos protestaram contra os ataques do governo Putin aos direitos sociais. Na Alemanha, também houve grandes manifestações. Grupos de extrema-direita e a polícia reprimiram os protestos e enfrentaram a resistência dos manifestantes. Em Leipzig, 30 ativistas foram presos e vários policiais ficaram feridos.No México, milhares de trabalhadores tomaram a Plaza de Bolívar. Em Bogotá, na Colômbia, o alvo principal dos protestos foi o governo autoritário de Álvaro Uribe. Os manifestantes atacaram a pretensão de reeleição de Uribe e o Tratado de Livre Comércio.


A polícia reprimiu duramente o ato prendendo inúmeros ativistas. Na Argentina, os trabalhadores protestaram por melhores salários e condições de trabalho, denunciando a repressão do governo Kirchner aos movimentos sociais.Em todo o planeta, os trabalhadores saíram às ruas para protestar contra os ataques neoliberais perpetrados indiscriminadamente pelos governos.


História do Dia do Trabalho


O Dia do Trabalho é comemorado em 1º de maio. No Brasil e em vários países do mundo é um feriado nacional, dedicado a festas, manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios.


A História do Dia do Trabalho remonta o ano de 1886 na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos). No dia 1º de maio deste ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores.Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes. Este fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes.


O resultado foi a morte de doze protestantes e dezenas de pessoas feridas.Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, a Segunda Internacional Socialista, ocorrida na capital francesa em 20 de junho de 1889, criou o Dia Mundial do Trabalho, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.


Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes.


Fatos importantes relacionados ao 1º de maio no Brasil:-


- Em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo. Este deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer)


- Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.

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