domingo, junho 22, 2008

A Caminho de Santo André - SP

Grupos Populares de Teatro do OPrimido Preparam-se para participar da III Mostra nacional de TO, na Cidade de santo andré São Paulo. O evento acontece no período de 26 a 29 de Junho de 2008.
4 Grupos Populares de TO participaram do Evento.




Muito trabalho. Corta...cola....ensaia.....
mobilização total...é isso aí....













vale a pena.....


Projeto Dançando na Rede ocupa Vila Cultural Casa do TO no Periodo do FILO

É com muito prazer que anunciamos que o Projeto "dançando na Rede", no período do Festival Internacional de Teatro de LOndrina (FILO), ocupa o espçao da Vila CUltural Casa do Teatro do OPrimido.
As segundas , quartas e Sextas dezenas de pessoas se reunem para se expressar atráves da dança. O Projeto é realizado, originalmente na Usina Cultural e em outros espaços da cidade, como por exemplo o CEntro Cultural Lupércio Luppi, na região Norte da cidade.

Dançando na rede, é um projeto coordenado pela psicóloga e professora de educação física Maria Helena Curotto Martins. Em 2008, segundo ano de projeto, os participantes seguem dançando, nas oficinas de samba e tango e nas apresentações.

Nós da FTO, somos testemunhas da seriedade e paixão que a Professora Maria Helena desenvolve este trabalho. Ainda não comecei a dançar (como já fizeram dois integrantes da FTO), mas só observando pude aprender e muito, não sobre a dança em sí...mas sobre as relaçaões humanas.

Isto por que o ensino da dança de salão abrange um conteúdo técnico e um conteúdo referente à etiqueta social. No conteúdo técnico são abordados temas como postura, condução, percepção rítmica e execução de passos. As etiquetas sociais enfatizadas dizem respeito à atitude individual, de abordagem a uma outra pessoa, e à atitude grupal.



A satisfação, mais que prazer, é a sensação sentida não só quando foi atingido um objetivo, necessidade, desejo, mas quando foi alcançado algo mais, além do esperado, num movimento à frente, que resulta em auto-realização. Seria como que um prazer ampliado onda sensação de crescimento e satisfaçã0 é notória, é como sair "novo" de uma experiência. Eu saio...e só de ver...imagina quem faz.



Acredito que Quando uma pessoa passa por uma experiência como esta que o Projeto Dançando na Rede propôe, ela transforma seus valores e sentidos a partir do que aquela experiência significou. As vivências realizadas a partir de práticas corporais podem ser de grande valor, pois o corpo é um amplo canal de comunicação, grande denunciador de hábitos e posturas. O projeto da Prof Maria Helena demonstra que podemos criar a hipótese de que as práticas de dança de salão podem contribuir para transformações de valores de forma mais democrática na medida que agrega pessoas de diferentes camadas e grupos sociais.


Não sabe dançar? Há quem possa ensinar. Por favor, seu moço, é preciso ter um par.

Roberto Sales (Gil)

domingo, junho 15, 2008

Grupo OTO Estréia espetáculo de Teatro- Jornal na Vila Cultural Casa do TO

GRUPO OTO - em entrevisa apos a apresentação

O Grupo Oficina de Teatro do Oprimido (OTO), estreiou neste último domingo, (dia 15 de Junho) o espetáculo de Teatro-Jornal: Júlia Z: Uma História como qualquer história", na Vila Cultural Casa do TO.
Maquiangem - um pouco antes da apresentação

O espetáculo foi aconstruido a partir das técnicas do Teatro-Jornal, um conjunto de 12 técnicas de transformação de textos jornalísticos em textos teatrais - consiste na combinação de imagens e palavras revelando, naquelas, sigunificados que nestas, se ocultam. Foi o primeiro trabalho do Grupo com esta técnica.

CENA III

O Público presente no espetáculo gostou muito do que viu, e mesmo, não seguindo as "orientações" dadas pelos atores em cena, se emocionaram - principalmente nas cenas protagonizadas pela atriz Angelita Guassi, que representa a personagem Júlia morta.


DEPOIMENTOS
Ao Contrário do que os atores imaginavam, o espetáculo gerou uma tensão inesperada nos espect-atores. Tensão gerada - claro - pelo complexidade dos temas abordados no espetáculo : O Tratamento que a imprensa dá às mortes de adolescentes nas periferias. Mesmo nas horas mais cômicas o riso era tímido, quase como se os espect-atores se sentissem constrangidos em rir.

- Eu não consegui rir...mecheu de mais comigo. - disse uma espectadora no final do espetáculo.
- Nossa realidade de tão absurda, chega a ser engraçada, né? - comentou outro espectador.

O Grupo OTO está se preparando para apresentar este espetáculo na cidade de Santo André - SP, ainda no mês de Junho, no Seminário Teatro e Teatrnsformação Social e III Mostra Nacional de Teatro do Oprimido.


CENA 5: O INICIO DO FIM


sexta-feira, junho 13, 2008

Circuito Teatro do Oprimido 2008 - Grupos Populares de TO Realizam Atividades em Semanas de Sociologia nas cidades de Londrina e Cambé

Curingagem de Glauco Garcia no Col. Érico Veríssimo - em Cambé Pr


Grupos Populares de Teatro do Oprimido realizam atividades nas Semanas de Sociologia nas cidades de Londrina (O Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) Professora Maria do Rosário Castaldi, - Londrina Col. Estadual Érico Verissímo em Cambé), neste mês de Junho. Estas atividades fazem parte do Circuito Teatro do Oprimido, desenvolvido Pela Fábrica de Teatro do OPrimido (FTO), através do Projeto Teatro e Transformação Social.




O Objetivo para este ano e que os 8 Grupos Populares de Teatro do Oprimido, realizem 40 apresentações em comunidades, escolas e Teatros de Londrina e Região. O Projeto Teatro e Transformação Social, tem o Patrocinio do Programa Municipal de Incentivo a Cultura (PROMIC) e Rede Cidadania.



Incerir a Metodologia de Augusto Boal nas Semanas de Sociologia ter contato como mais uma meneira de ter contato com uma leitura de mundo diferenciada, pois o Teatro do Oprimido, desperta, além da reflexão sobre temas importantes da realidade social, também mobiliza para interveções mais concretas na vida cotidiana.




Confira a baixo fotos das atividades

Grupo Mandinga Teatral - Col Érico Veríssimo em Cambé Pr

Col. Estadual Érico Veríssimo - Cambé PR

Grupo mandinga Teatral











No Col. Estadual Eríco Verissímo na vizinha cidade de Cambé - PR, , no dia 12 de junho de 2008, o Grupo Mandinga Teatral participou da Semana de Sociologia com o Espetáculo de Teatro-Fórum "Ele tá de Olho na butique dela".



Curingagem de Glauco Garcia: inicio do debate cênico com alunos





O espetáculo, cujo tema é Assédio Moral e Sexual no ambiente de trabalho contou com um bom número de espect-atores, (entre alunos do ensino médio, fundamental e professores) que puderam discutir muito sobre as situações que a personagem protagonista enfrentou...seus "erros", sua inexperiência, suas vondades.
Concebemos que as causas do assédio moral e sexual nas relações de trabalho são a síntese das conseqüências históricas, sociais, econômicas, culturais, políticas, conjunturais, estruturais e enfim, da construção humana da forma de organização da sociedade e das relações sociais que se constituiu;




O debate cênico durou cerca de duas horas, na busca de soluções concretas para a personagem... que buscava, além de manter o emprego recem conquistado, não ser assediada moralmente (e sexulamente) pelo seu empregador...situação dificil...muito mais dificil, do que imaginávamos. Isto por que o assédio moral éde ser comprovado, devido as circunstâncias que ocorre.
O assédio moral, é tão antigo quanto o trabalho, caracteriza-se por humilhações constantes, exposição do trabalhador ao ridículo, supervisão excessiva, críticas cegas, empobrecimento das tarefas, sonegação de informações, repetidas perseguições. A prática, diretamente ligada a uma relação de poder, deteriora, sensivelmente, o meio ambiente do trabalho, com repercussão na produtividade e na ocorrência de acidentes. É fruto do abuso de poder e da manipulação perversa de fatos e informações.




Há necessidade premente de a sociedade tomar conhecimento dessa chaga, em toda sua dimensão, e exigir de seus representantes no Parlamento a edição de lei que coíba, efetivamente, o assédio moral. Mais do que isso, é preciso e urgente que a sociedade discuta o problema e repudie, veementemente, essa prática, que tanto mal faz ao trabalhador. E é extamente este o bjetivo do Grupo Mandinga Teatral.


Oficina e Apresentação de Teatro-Fórum no Castaldi


Ensaios - no segundo dia oficina


Glauco Garcia - Curingando


A PARTICIPAÇÃO



No CEEP Maria do Rósario Calstaldi - Londrina PR

A Curingagem

No período de 04 a 06 de Junho, os multiplicadores da FTO - Londrina Glauco Garcia e Débora Oliveira, realizaram com alunos do ensino médio uma oficina introdutória às técnicas do Teatro-Fórum. Foram seis (6) Horas de oficina onde os alunos, além de ter contato realizaram uma apresentação pública de uma cena de TF. A cena construida e apresentada pelo grupo, retratava um caso de rascismo que um dos jovens do grupo (negro) sofreu em um ponto de ônibus dias antes, num grande Shopping Center da cidade.


Teatro-Imagem - na Oficina

O Teatro

O Fórum


Os alunos (espect-atores), poderam discutir profundamente os temas rascismo e descrimanação através da situação apresentada, além é fundamentalmente - descobrir maneiras de se evitar estas formas abusivas de abordagens por parte de segurançãs e policiais.


Ensaio para apresentação

Oficina de TO

quinta-feira, junho 05, 2008

FTO particina de Seminário e Mostra de Teatro do OPrimido em Santo André - SP

Grupo mandinga Teatral : Espetáculo - " Ele tá de olho na Butique dela" - que participará do Evento

Três grupos Teatrais Ligados a Fábrica de Teatro do Oprimido de Londrina (FTO), já estão de malas prontas para participar do Seminário Teatro e Transformação Social e III Encontro Nacional de Teatro do Oprimido, que acontecerá no mês de Junho na cidade de Santo André- SP.


Além das apresentações Teatrais os Grupos londrinenses terão a oportunidade participar de mesas redondas e debates com grandes nomes do Teatro Nacional como Zé Renato (um dos Funadores do Grupo Arena), Iná Camargo Costa (Professora da Escola de Arte Dramatica da USP e uma das maiores especialistas em Teatro Épico no Brasil) e César Vieira (diretor do Grupo de Teatro União e Olho Vivo - um dos grupos de Teatro Popular mais importantes do Brasil).


O tema dos debates e das mesas redondas no Evento será “Teatro na periferia. Periferia no Teatro?” onde serão discutidas propostas de democratização das artes cênicas em vigência na atualidade.


A Fábrica de Teatro do Oprimido de Londrina, foi convidada pela coordenação do evento para expor as propostas de democratização da linguagem teatral realizadas através de seus 3 projetos, atualmente em andamento na cidade de Londrina: Projeto Teatro e Transformação Social - que prevê a formação e matutenção de Grupos Populares de Teatro do Oprimido
nas comunidades e no centro da cidade, além de mater um circuito de apresentações em espaços
formais e informais de arte; o projeto “Mostra de Teatro do Oprimido”, que reune em Londrina, os principais centros de multiplicação e grupos populares de Teatro para intercabio de metodologias de Trabalho e o Projeto “Vila Cultural Casa do Teatro do Oprimido”, espaço multidisciplinar de convivência e criação artística. Todos os Projetos contam o o Patrocínio
do Programa Municipal de Incentivo a Cultura (PROMIC), ajudando a compor a Rede Cidadania.


Os grupos que participarão do Evento são: Grupo Caos & Acaso de Teatro do Oprimido, Grupo
EncenAção de Teatro do Oprimido e o Grupo Mandinga Teatral.

segunda-feira, junho 02, 2008

PARA REFLEXÃO E DEBATE - A MORTE DA PSICOLOGA por Bárbara Santos

A Morte da Psicóloga

Bárbara Santos[1]

28.05.08

Sábado, 24 de maio de 2008, num auditório universitário, na cidade do
Rio de Janeiro. No palco, usuários da Saúde Mental. Na platéia, especialistas da Saúde Mental. Confronto? Conflito? Não, uma proposta de Diálogo.

O espetáculo contava a história de um indivíduo com transtornos mentais, encarcerado pelos transtornos da vida, tentando falar com sua Psicóloga para amenizar seu sofrimento psíquico. Diálogo impossibilitado pela profissional especializada na subjetividade humana que se transformou em especialista da objetividade de formulários, horários e regras do Manicômio Judiciário, local com difíceis condições de trabalho, mas com facilidades sedutoras de carga horária.

Diante da impossibilidade do diálogo de idéias e afetos, o preso parte para o contato físico e acaba intensificando seu sofrimento pelo isolamento a que será subjugado. É castigado pelo Sistema com o silêncio, porque quis dialogar quando a ordem era monologar.

A platéia emocionada presenteia o elenco com aplausos calorosos. Constatam mais uma vez a realidade que já conhecem e, ainda assim, se surpreendem.

Mas não bastavam os aplausos, era Teatro-Fórum. A dupla de Curingas[2] , que coordenou o processo com os internos, sobe ao palco para convidar a platéia a intervir, a sugerir alternativas, a trocar idéias, a buscar saídas. Para alguns, a proposta pareceu demasiada. Os compromissos urgentes e inadiáveis fizeram muitas/os especialistas desaparecerem da platéia.

Entre as/os que ficaram, parte achava que a coisa não tinha saída. Mesmo estando em um Fórum Internacional de Saúde Mental, onde estratégias, perspectivas, estudos e pesquisas estavam sendo discutidos, havia muita gente que não enxergava saída para a tragédia do preso com transtorno mental que queria dialogar com a psicóloga do Manicômio Judiciário, onde estava internado.

Ao mesmo tempo, havia também uma parte significativa de pessoas dispostas a discutir e a buscar alternativa para o problema real dos artistas que estavam no palco aguardando o Diálogo Teatral.

Seguindo as regras do Fórum, as/os espectadoras/es se candidataram para tentar resolver esta e outras questões apresentadas, como a morosidade do processo jurídico, por exemplo. Após cada intervenção, a discussão: se a alternativa é viável, se pareceu mágica, se traria resultado concreto e etc.

Na quarta ou quinta intervenção, sobe ao palco um homem: branco, bem vestido, expressivo e comunicativo. Aparentemente, um especialista da Saúde Mental. Em sua improvisação, tenta dialogar com a psicóloga, mas não apresenta nenhum argumento novo, não provocando nenhuma mudança de comportamento na personagem opressora. Inconformado, o homem a aperta pelo pescoço, tira uma caneta do bolso e representa que está matando a psicóloga. Atua com tanta veemência que acaba caindo no chão junto com a atriz, que mesmo se fazendo de morta, não consegue se livrar de seus braços. Foi necessária a intervenção de um dos Curingas para convencê-lo que sua representação tinha ficado clara: a alternativa era matar a psicóloga.

Teatralmente, a psicóloga morreu!

A intervenção foi surpreendente, mas não tanto quanto a reação da platéia que aplaudia efusivamente a idéia. Palmas, gritos histéricos e assobios, indicavam a aprovação da platéia de especialistas à morte da psicóloga. O elenco, formado por usuários da Saúde Mental, parecia surpreso e atônito.

A morte foi simbólica, teatral. Mesmo assim, não deixou de ser morte, simbolicamente. Na platéia lotada, com quase duas centenas de pessoas, certamente, havia um número considerável de psicólogas/os que aplaudia a morte da psicóloga como alternativa para resolução do problema do preso.

A descrença na justiça muitas vezes provoca o aplauso da vingança, sem que os que a aplaudem se dêem conta que estão apoiando, mesmo que simbolicamente, a barbárie.

Ao final dos aplausos o Curinga perguntou se a alternativa ajudaria o oprimido a avançar na resolução do conflito. A resposta unânime de que tal atitude só pioraria sua situação, demonstra que o aplauso não se deveu à interpretação de que aquela seria uma solução conveniente para o
oprimido.

Infelizmente faltou tempo para o debate e, talvez um pouco de experiência ao Curinga, para maieticamente, questionar a platéia sobre qual seria então a conveniência da intervenção.

A morte da psicóloga foi aplaudida com entusiasmo, como se, finalmente, alguém tivesse feito a coisa certa, necessária, o que todo mundo tinha o desejo íntimo de fazer. Se a platéia fosse formada por pessoas portadoras de transtornos mentais, usuários da Saúde Mental, dependentes do atendimento de psicólogas displicentes, seria mais fácil entender o aplauso catártico.

Como se tratava de uma platéia de especialistas da Saúde Mental, com presença significativa de psicólogas/os, fica uma pergunta que não quer calar: O que afinal a morte simbólica da psicóloga representou naquele momento para aquela platéia cheia de psicólogas/os ainda vivas/os?

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[1] Bárbara Santos é Coordenadora Geral do Centro de Teatro do Oprimido.
barbarasantos@ctorio.org.br
http://www.ctorio.org.br

[2] Curinga é a/o especialista do Teatro do Oprimido, nas sessões de Teatro-Fórum tem a função de facilitar o Diálogo entre palco e platéia, que deve se dar através da intervenção direta do/a espectador/a na ação dramática, buscando a superação do problema encenado.

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