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quarta-feira, maio 28, 2008
quarta-feira, maio 14, 2008
I Forum da Rede Cidadania na Vila Cultural Casa do Teatro do Oprimido

No dia 08 de maio, a Rede Cidadania realizou o primeiro Fórum de projetos, Na VIla Cultural Casa do Teatro do Oprimido de Londrina, propiciando um momento para que as equipes de agentes culturais pudessem se encontrar e trocar experiências, além, é claro, de proporem ações de integração entre as iniciativas da Rede Cidadania. Além de expor uma reflexão sobre os objetivos da Rede Cidadania, Valdir Grandini, coordenador do programa, colocou em debate uma importante tarefa para as equipes dos projetos: todos devem, a seu modo, encontrar uma maneira de ampliar e aprofundar a relação dos projetos com as comunidades, enquanto um conjunto de ações e objetivos que vão além das oficinas e visam uma melhoria de qualidade de vida para as pessoas e para a cidade através da cultura.
Grandini definiu o conceito de comunidade a participar da reunião, compreendido sob dois aspectos: a comunidade geográfica ou territorial, ou seja, os atores presentes no entorno da localidade em que os projetos estão inseridos – como exemplo, escolas, igrejas, associações de bairro, moradores, etc; a comunidade de interesse, ou o conjunto de pessoas que comungam da identidade relacionada aos conteúdos trabalhados pelos projetos – como exemplo, as pessoas que fazem oficinas no âmbito do projeto, suas famílias, simpatizantes da mesma linguagem artístico-cultural, etc.
“Existem dois objetivos principais na realização dessas reuniões. Primeiro, tornar conhecidos os projetos. Segundo, tornar conhecida a Rede Cidadania. Mas tornar conhecido não significa simplesmente saber que as oficinas acontecem, é preciso iniciar um processo de comunicação interativa com as comunidades para mostrar a Rede Cidadania, tecida pelos diversos pontos que são os projetos, como uma rede que proporciona formas de vivência cultural para as pessoas e para a cidade”, explicou Valdir Grandini.
As reuniões previstas para até meados de junho fazem parte da primeira fase do planejamento da Rede Cidadania 2008, quando os projetos estão no momento de estruturação das oficinas e começo dos processos criativos. Para a segunda fase está prevista uma segunda rodada de reuniões, momento de acabamento das oficinas e circulação dos resultados, pois é preciso saber como mensurar as interferências dos projetos nas vidas das pessoas e das comunidades.
O DEBATE
Danilo Lagoeiro, membro da Vila Cultural Brasil, comentou sobre a experiência da Vila e a necessidade de “aprofundar a relação orgânica das vilas culturais com as comunidades”. Segundo ele, ainda permanecem dificuldades, pois existe uma fragilidade para mensurar em dados essas questões. “Na Vila Brasil estamos realizando um mapeamento cultural, aplicando questionários para observar a realidade socioeconômica e o gosto cultural das pessoas, mas às vezes falta mão de obra e parece que processo enrosca no meio do caminho”, desabafou.
Para Marcos Cruz, do Conselho de Cultura da Região Sul, uma alternativa é trabalhar junto com os conselhos regionais, pois “podemos ajudar a divulgar os projetos nas Igrejas, nas escolas. Existem pessoas que reclamam dos projetos porque acham que se tem um projeto cultural vai faltar dinheiro para a saúde, como se o projeto tirasse um médico do bairro”, revelou.
Como resposta ao problema, “A sensibilização das comunidades para a importância da cultura é essencial para o enraizamento e continuidade dos projetos da Rede Cidadania, principalmente porque é ano eleitoral e toda mudança de mandato é complicada”, concluiu Tânia Maria Pereira, do Provopar.
Já Josemar Lucas, da Vila Cultural Casa do Teatro do Oprimido, defendeu que “às vezes, as pessoas não têm o dimensionamento do que é a Rede Cidadania, o Promic, enfim, todo ess processo cultural. É importante mostrar na reunião um levantamento histórico, pois antes de 2003 a gente já trabalhava com teatro e hoje existem possibilidades de trabalho que não existiriam se não fosse esse momento da cultura como um todo na cidade”.
Alessandra Aparecida Silva, da equipe de coordenação da Rede, ainda afirmou que “há algum tempo, trabalho vendo o universo de cada projeto e muitos não se pensam como gestores da cultura. Não podemos esquecer que o espírito de rede pode potencializar as ações de cada grupo”.
“Existem dois objetivos principais na realização dessas reuniões. Primeiro, tornar conhecidos os projetos. Segundo, tornar conhecida a Rede Cidadania. Mas tornar conhecido não significa simplesmente saber que as oficinas acontecem, é preciso iniciar um processo de comunicação interativa com as comunidades para mostrar a Rede Cidadania, tecida pelos diversos pontos que são os projetos, como uma rede que proporciona formas de vivência cultural para as pessoas e para a cidade”, explicou Valdir Grandini.
As reuniões previstas para até meados de junho fazem parte da primeira fase do planejamento da Rede Cidadania 2008, quando os projetos estão no momento de estruturação das oficinas e começo dos processos criativos. Para a segunda fase está prevista uma segunda rodada de reuniões, momento de acabamento das oficinas e circulação dos resultados, pois é preciso saber como mensurar as interferências dos projetos nas vidas das pessoas e das comunidades.
O DEBATE
Danilo Lagoeiro, membro da Vila Cultural Brasil, comentou sobre a experiência da Vila e a necessidade de “aprofundar a relação orgânica das vilas culturais com as comunidades”. Segundo ele, ainda permanecem dificuldades, pois existe uma fragilidade para mensurar em dados essas questões. “Na Vila Brasil estamos realizando um mapeamento cultural, aplicando questionários para observar a realidade socioeconômica e o gosto cultural das pessoas, mas às vezes falta mão de obra e parece que processo enrosca no meio do caminho”, desabafou.
Para Marcos Cruz, do Conselho de Cultura da Região Sul, uma alternativa é trabalhar junto com os conselhos regionais, pois “podemos ajudar a divulgar os projetos nas Igrejas, nas escolas. Existem pessoas que reclamam dos projetos porque acham que se tem um projeto cultural vai faltar dinheiro para a saúde, como se o projeto tirasse um médico do bairro”, revelou.
Como resposta ao problema, “A sensibilização das comunidades para a importância da cultura é essencial para o enraizamento e continuidade dos projetos da Rede Cidadania, principalmente porque é ano eleitoral e toda mudança de mandato é complicada”, concluiu Tânia Maria Pereira, do Provopar.
Já Josemar Lucas, da Vila Cultural Casa do Teatro do Oprimido, defendeu que “às vezes, as pessoas não têm o dimensionamento do que é a Rede Cidadania, o Promic, enfim, todo ess processo cultural. É importante mostrar na reunião um levantamento histórico, pois antes de 2003 a gente já trabalhava com teatro e hoje existem possibilidades de trabalho que não existiriam se não fosse esse momento da cultura como um todo na cidade”.
Alessandra Aparecida Silva, da equipe de coordenação da Rede, ainda afirmou que “há algum tempo, trabalho vendo o universo de cada projeto e muitos não se pensam como gestores da cultura. Não podemos esquecer que o espírito de rede pode potencializar as ações de cada grupo”.
quinta-feira, maio 08, 2008
Láboratorio de Teatro do Oprimido

Como o Teatro do Oprimido Pode interferir na Vida das Pessoas
Wanesca Gomes Franco 02-05-2008
15 anos
Wanesca Gomes Franco 02-05-2008
15 anos
Grupo: O problema é Meu...Mas também é seu...
Sempre queremos mudar para melhor.
Nós, os seres humanos, sempre temos vontade e o desejo mudar aquilo que nos faz infeliz. Mas muitas vezes, pelo fato de estarmos acomodados, ou até mesmo acostumados com certas situações – situações muitas vezes opressivas - , não nos vemos no direito de sair daquilo que nos faz mal.
Para ser mais exata, fal
o da opressão em si, onde consequentemente se tem um oprimido, que sofre por não conseguir, ou não saber de que maneira, realizar a sua vontade e sair daquela situação que faz mal a ele.Posso dar um exemplo bem claro, que está no nosso cotidiano: uma família, onde o marido chega bêbado e bate na mulher e fica ameaçando constantemente, dizendo que vai mata-la, caso ela conte a alguém.
Todos os dias são assim. Apanha e fica calada.
Ela tem vontade de ser como as outras mulheres, que não apanham de seus maridos todos os dias. Tem a vontade de sair definitivamente daquela situação. Mas ela pensa de novo, olha para os seus filhos: “como eles poderiam viver sem seu pais?” Então, decide ficar naquela situação, calada; por causa dos seus filhos. E já há algum tempo, mesmo apanhando, ela se “acostuma” com a situação.
Isso é só um exemplo. E existem outros muitos piores do que esse.
Você pode até dizer: “isso não acontece comigo”... Mas eu tenho certeza que você conhece alguém ou já ouviu falar de casos assim.
Da clara e lenta opressão.
Quando eu digo lenta é por que a opressão pode ser comparada a um “ciclo” de uma “planta venenosa”. Ela nasce e vai se desenvolvendo e se não for cortada pela raiz, acaba com todo o resto da plantação. (vida)
Muitas vezes, o oprimido não tem forças para vencer esta opressão, ou se tem forças, não sabe como. E é ai que entra o Teatro como Transformação Social, ou melhor dizendo, o Teatro do Oprimido.
O Teatro do Oprimido tem como um de seus principais objetivos, ajudar os oprimidos a descobrirem soluções para suas opressões, descobrindo através do teatro soluções concretas, que possam ser utilizadas para se quebrar as situações de opressão.
Descobrir alternativas para romper as opressões é um dos objetivos do Teatro do Oprimido. Mas não podemos dizer que o Teatro do Oprimido “é só isso”. Não. O teatro do Oprimido é uma metodologia. È composto de jogos, exercícios e técnicas formando um arsenal exclusivo, que se compara a uma árvore, que não pode existir sem uma de suas partes.
Totalmente diferente do Teatro Convencional, pois ele faz uma coisa inédita que é “quebrar a quarta parede” e abri-la para os espect-atores, ou seja, atores e espectadores se tornam iguais na hora de representar e de dar alternativas para o oprimido (o da peça).
Lembrando que tudo que é representado no espetáculo não foi, de forma nenhuma, inventada, tudo é real, por que aconteceu na nossa vida.
Podemos assim dizer, que o TO pode ser uma importante ferramenta para famílias, comunidades e grupos onde buscar alternativas é o único modo de romper nossas opressões e ajudar outros oprimidos.

Assim, o TO, interfere de modo muito positivo em nossas vidas, nos incentivando a pensar que não temos que estar vivendo aquilo que não queremos e que está nos fazendo mal.
E se queremos mudar alguma coisa, e não sabemos como, a melhor maneira, com certeza é fazer o Teatro-Fórum, que é justamente isso, abrir o espaço ao público para que eles nos ajudem a romper com as nossas opressões.
“Efeito Formiguinha”
Débora Angelica santos Oliveira
Grupo Caos & Acaso de TO
Grupo Caos & Acaso de TO
A princípio, não é a busca pela transformação social que leva ao primeiro contato com o Teatro do Oprimido. Alguns buscam apenas o Teatro; o teatro que conhecemos da forma mais tradicional e que não possibilita uma nova leitura de mundo, apenas a confirmação deste em que vivemos. Isso não quer dizer que o teatro convencional seja ruim, apenas não contribui concretamente nas relações de um grupo social, além de ter outra proposta diferente do Teatro do Oprimido.
Mas é fato que o primeiro contato com o T.O. para alguns, é fruto dos sonhos idealizados quando criança, cujo sonho era atuar numa rede de comunicação famosa, ser o protagonista de muitas novelas, fazer muitos filmes, atuar em muitos teatros e ser reconhecido (a) como um grande ator (atriz), gozar de boa fama e de dinheiro. Mas tudo não passa de uma busca por uma vida melhor, mais confortável, só que para esses sonhos se realizaram é preciso mais do que vontade, por exemplo, o dinheiro para investir numa carreira e disponibilidade de tempo para tal. Esse tipo de sonho (ou se sabe lá o
que) é uma tentativa de mudar essa estrutura cotidiana. Não se sabe como, mas se sabe o que quer.A primeira reação quando se escuta a falar sobre oprimidos e opressores é a dúvida e a certeza mais falsa que podemos ter: “Eu nunca fui oprimido, nem opressor!”. Então qual o motivo dos exercícios, dos jogos e das imagens?-”Apenas uma profissionalização, um aprimoramento daquilo que eu já nasci pra fazer”. Dá pra entender o que eu quero dizer?É com esse pensamento que muitas pessoas, adolescentes ou veteranos chegam a uma oficina de teatro do oprimido. É somente a partir da convivência com o método que se inicia um processo de reflexão sincera sobre seu próprio corpo, podendo perceber suas debilidades, mecanizações e também descobrir sua potência e como usá-la de maneira mais consciente canalizando sua força, sua flexibilidade e seu equilíbrio para a expressão corporal não se esquecendo da metodologia que inclui além das imagens, a palavra, o som e a ética.
É quando os sentidos experimentam novas sensações, como nunca antes fora feito e muito menos pensado. Essa primeira fase de descoberta do corpo é o primeiro passo para entender as relações entre oprimidos e opressores que é “viva” em nosso corpo, que é visivelmente como um vírus encubado e que quando remexido mostra sua verdadeira “cara”. É relativamente fácil para os multiplicadores, numa oficina durante a aplicação dos jogos e exercícios identificar a nossa opressão, o corpo fala por si só, mas é um tanto trabalhoso para alguns perceberem suas opressões e ver que a vida não é um conto de fadas e que existem conflitos no seu cotidiano, que nem sempre se encontra ajuda quando necessário e que é difícil se libertarem de certas concepções opressivas e partir para a ativação dos sentidos.
De uma maneira ou de outra isso começa a incomodar, “cutucou-se nossa ferida”, de agora em diante, essas “concepções” vão perdendo sua força e a racionalidade aparece com uma cor mais forte junto com a vontade de se tornar alguém, não o protagonista da novela das oito, mas o protagonista de sua própria vida social. Chega a ser mágico quando se compreende o porquê de estar fazendo teatro do oprimido, mas isso não vem de graça e nem de uma hora pra outra, é preciso um pouco mais que somente dedicação... É necessária a vontade de mudar a situação de opressão em que se encontra e estar ciente de que todos são em determinados momentos opressores e oprimidos. Conseguimos isso quando pensamos realmente e não idealizamos um fim catártico, afinal, quando não se sabe o que fazer para quebrar uma opressão, faça um fórum! RS.
Todo esse processo de “dês-especialização e de Re-humanização da humanidade” reflete no grupo social em que vivemos quando comentamos com nossos amigos, parentes, colegas de trabalho as sensações experimentadas e os novos pensamentos, reflexões, sentimentos e impressões que surgem ao longo do processo. Observa-se uma confiança maior e as buscas por objetivos concretos e palpáveis; de forma consciente o fórum oferece além do debate com os expect-atores, ferramentas para a quebra de pequenas opressões do dia-a-dia, mas que para o oprimido é muito importante. Por exemplo, na relação entre um pai e um filho, procura-se instaurar o diálogo onde antes só havia gritos e acusações, a mesma coisa com amigos, tentando mostrar sua opinião verdadeira sem medo de ser surpreendido por “caras e bocas feias”, pois agora há argumentos.
Mesmo que se pratique o Teatro do Oprimido por um curto período, o que vale mesmo é a reflexão sobre a opressão que vivemos no cotidiano e que agora o oprimido tem alternativas para mudar sua realidade, mas não se tornando opressor que é um dos objetivos do T.O., nem sempre conquistado imediatamente. Falo isso, pois foi e ainda é assim em minhas relações pessoais, não é fácil, mas é possível, há sempre o agravante de nossa personalidade, alguns são de natureza mais ativa, enérgica, irritável que outros, mas o que se pretende é não deixar que isso interfira ou se sobreponha nas relações de um grupo social. É um “efeito formiguinha”, comer as folhinhas de opressão começando pelas beiradas, buscando o talinho mais verde, até encontrar alternativas reais para minhas opressões e também um bom exercício de “concentração”. Em vez de deixar “viva” a opressão em mim, através do T.O. tento “dar vida” ao que possibilita a transformação social.
Contudo, não busco com esse pequeno texto encontrar a solução para todos os oprimidos do mundo e muito menos instituir “verdades”, é apenas a sistematização do que vive em mim e que a cada dia encontra um novo desafio, pois quebrar estruturas falidas, causar um impacto real no plano objetivo e subjetivo do meu grupo social, é transformar antes de tudo minha rotina, que abrange não somente a mim, mas minha família, meus amigos e todos com quem me relaciono.
Como o Teatro do Oprimido Pode interferir em nossa Vida
Ana Carolina A. Silva
16 anos
Ana Carolina A. Silva
16 anos
Grupo Encenação de Teatro do Oprimido
O Teatro do Oprimido pode interferir de diversas formas na vida de uma pessoa. Essa interferência é constante e se dá nos jogos e exercícios quanto no espetáculo em si.
Cada encontro do grupo é muito importante. Nele, várias questões são esclarecidas e discutidas. Os jogos, igualmente, nos respondem muitas questões em relação ao grupo com o qual trabalhamos, mas também levantam muitas outras. E isso nos faz refletir não só nos encontros com o grupo, mas também em nosso dia-a-dia.
No espetáculo, há uma grande troca de experiências. Vemos nosso problema de diversos pontos de vista. E isto nos dá uma base para a solução deste.
Na minha vida, o Teatro do Oprimid
o faz muita diferença.Já assisti à apresentações em que vi na opressão apresentada a minha própria opressão. Para ser sincera, não utilizei nenhuma das alternativas apresentadas, da forma que elas foram mostradas no palco. Mas vendo a minha opressão sendo representa, assim, de fora, eu refleti e com base nelas, criei minha própria alternativa.
O TO, também vêm me dando uma nova visão de mundo. As discussões sobre vários temas, inclusive sobre o próprio TO, vem contribuindo para me dar uma visão mais ampla do mundo em que vivo.
terça-feira, maio 06, 2008
CASA DO TEATRO DO OPRIMIDO RECEBE I FORUM DA REDE CIDADANIA 2008

PRIMEIRO FÓRUM DA REDE 2008 DISCUTE RELAÇÃO DOS PROJETOS COM COMUNIDADES
Por Laila Menechino
Por Laila Menechino
Londrina - Dentro do calendário de programação da Rede Cidadania 2008, nesta quinta-feira, dia 08 de maio, acontece o primeiro fórum de projetos da Rede, às 19:00 horas, na Vila Cultural Casa do Teatro do Oprimido. Com a participação das equipes de todos os cinqüenta projetos integrantes da Rede Cidadania, o Fórum é o espaço para discussão e troca de referências e experiências entre as iniciativas do programa, como parte do processo de articulação em rede e da ‘referencialização’. Para o primeiro fórum, a pauta está recheada de assuntos importantes: divulgação da Rede Cidadania, com apresentação do folder e discussão sobre o site; reunião com famílias e comunidades de cada área de ação de cada projeto; início do processo indicadores qualitativos das ações dos projetos; formação de uma biblioteca de referências.
No encontro, a coordenação do programa levará uma proposta de ação: realizar até junho uma série de reuniões entre as equipes dos projetos da Rede e as famílias, escolas e comunidades. Valdir Grandini, coordenador da Rede Cidadania, explica "O fórum vai propor uma ação concreta para os projetos dialogarem com a comunidade em que estão inseridos, dentro da perspectiva de cidade educadora”. Segundo ele, cada projeto deve encontrar o seu jeito próprio de embarcar nesse diálogo com as comunidades e o fórum será o momento para começar a planejar o rumo desse diálogo.
Como referência para os objetivos das reuniões dos projetos com as comunidades, Grandini selecionou o texto “Reinventar a escola dialogando com a comunidade e com a cidade”, da doutora em educação e professora da UFRGS, Jaqueline Moll, o qual apresenta uma reflexão sobre os conceitos de “comunidades de aprendizagem” e de “cidade educadora” e relaciona o papel da escola (ou de um projeto da Rede Cidadania, por que não?) em conectar às redes sociais em prol do despertar de uma cidadania ativa e de um reinventar dos espaços de convivência, de um reinventar da cidade.
"A grande questão é a seguinte: não adianta fazer todo um esforço para que os projetos aconteçam bem no interior de suas oficinas, se as pessoas não tiverem consciência do que acontece nessas oficinas. A comunidade tem que saber dos projetos para que os projetos cresçam. O compromisso de fazer com que a cultura seja entendida como importante para a cidade é de todos, não basta só esperar que os outros tenham ", ressalta Grandini.
A produtora cultural Danieli Pereira, do projeto Circuito Teatro Imago, já confirmou presença no Fórum e espera que o encontro seja mais uma oportunidade de conhecer os outros projetos do programa “para trocarmos informações, referências práticas e teóricas e assim fazer a rede fluir cada vez mais. Até porque é nosso primeiro ano de Rede Cidadania, então para a gente é ainda mais importante saber como os outros projetos funcionam, principalmente no contato com as escolas,com as comunidades”, ressalta. Conforme a produtora, as discussões levantadas nos encontros da Rede Cidadania não devem ser esquecidas, como exemplo cita “no encontro focal com os grupos de teatro que já fizemos nesse ano, quando foi levantada a questão das maneiras de se fazer formação de público para o teatro”.
Já Marcos Antonio Costa, proponente do projeto Grupo Teatro Cabula aprovado no Promic em 2007, entende um ponto da pauta como especial “os indicadores qualitativos são muito interessantes, para ver justamente se os objetivos propostos pelos projetos estão sendo atendidos, ou seja, para avaliarmos o resultado dos projetos da Rede Cidadania junto a comunidade”.
sexta-feira, maio 02, 2008
TEXTO 1: APRESENTAÇÃO
Ana Carolina A. Siva .
16 anos
Grupo Encenação de Teatro do Oprimido
O nosso dia-a-dia causa mecanizações tanto físicas como psicológicas, levando a atrofia e a hipertrofia de nossos sentidos.

16 anos
Grupo Encenação de Teatro do Oprimido
O nosso dia-a-dia causa mecanizações tanto físicas como psicológicas, levando a atrofia e a hipertrofia de nossos sentidos.

Os jogos e exercícios do Teatro do Oprimido tem por objetivo quebrar essas mecanizações, para que o individuo re-adquira a capacidade de transmitir melhor o maior número de mensagens possíveis.
Os exercícios, jogos e técnicas do Teatro do Oprimido, estão divididos em cinco categorias, cada uma delas enfocando a desespecialização de um sentido – ou de todos os sentidos . Na primeira Categoria (sentir tudo que se toca) se procura diminuir a distância entre o Sentir e o Tocar. Já na segunda (escutar tudo que se ouve) procura-se diminuir a distancia entre o Ouvir e o Escutar.
Estes foram os assuntos abordados e que estão em discussão no grupo de estudo realizado na Vila Cultural Casa do TO.
TEXTO 2: Sentir Tudo que se Toca

Sentir tudo que se Toca.
Por Wanesca Gomes Franco
15 anos
Grupo: O problema é Meu...Mas também é seu...
O Teatro do Oprimido é composto por cinco categorias de exercícios, jogos e técnica: 1°) Sentir tudo que se Toca; 2°) Escutar Tudo que se Ouve; 3°) Ativando os Vários Sentidos, 4°) Ver tudo que se olha e 5°) Memória dos Sentidos.
Por que começar com “Sentir tudo que se Toca”?
Pois é a categoria fundamental para vermos como nós mesmos – nosso corpo – somos mecanizados, pois agimos segundo nossas especialidades.
Se pensarmos bem, veremos como nossos movimentos são mecanizados: No nosso dia-a-dia, nos lugares onde freqüentamos, temos exemplos claros dessas mecanizações. Na escola, quando estamos sentados nas carteiras temos uma hipertrofia dos movimentos das mãos e no uso racional de nossa mente. Já nossos membros inferiores passam a ser atrofiados pelo fato de que praticamente, nós não os movimentarmos.
Para reconhecer e ativar nossos músculos atrofiados no cotidiano, devemos tomar consciência deles – pensar antes de fazer, ativar antes de usar.
Quando escrevemos usamos nossa sensibilidade para nos expressar. Quando passamos as mãos em nossos cabelos, podemos descrever sua textura; liso, encaracolado, crespo, etc...quando passamos a mão no papel podemos descreve-lo como liso, áspero, fino, etc... Tocamos e Sentimos. Mas muitas vezes não conseguimos Sentir o que Tocamos, por que nosso corpo e nossa sensibilidade estão mecanizados. E se estes movimentos tão simples (passar a mão no cabelo, no papel, etc...) nos passam despercebidos, pois não damos importância a essas “inúteis” observações, de que nos serve então a nossa sensibilidade?
Por Wanesca Gomes Franco
15 anos
Grupo: O problema é Meu...Mas também é seu...
O Teatro do Oprimido é composto por cinco categorias de exercícios, jogos e técnica: 1°) Sentir tudo que se Toca; 2°) Escutar Tudo que se Ouve; 3°) Ativando os Vários Sentidos, 4°) Ver tudo que se olha e 5°) Memória dos Sentidos.
Por que começar com “Sentir tudo que se Toca”?
Pois é a categoria fundamental para vermos como nós mesmos – nosso corpo – somos mecanizados, pois agimos segundo nossas especialidades.
Se pensarmos bem, veremos como nossos movimentos são mecanizados: No nosso dia-a-dia, nos lugares onde freqüentamos, temos exemplos claros dessas mecanizações. Na escola, quando estamos sentados nas carteiras temos uma hipertrofia dos movimentos das mãos e no uso racional de nossa mente. Já nossos membros inferiores passam a ser atrofiados pelo fato de que praticamente, nós não os movimentarmos.
Para reconhecer e ativar nossos músculos atrofiados no cotidiano, devemos tomar consciência deles – pensar antes de fazer, ativar antes de usar.
Quando escrevemos usamos nossa sensibilidade para nos expressar. Quando passamos as mãos em nossos cabelos, podemos descrever sua textura; liso, encaracolado, crespo, etc...quando passamos a mão no papel podemos descreve-lo como liso, áspero, fino, etc... Tocamos e Sentimos. Mas muitas vezes não conseguimos Sentir o que Tocamos, por que nosso corpo e nossa sensibilidade estão mecanizados. E se estes movimentos tão simples (passar a mão no cabelo, no papel, etc...) nos passam despercebidos, pois não damos importância a essas “inúteis” observações, de que nos serve então a nossa sensibilidade?
Então, quando usamos a “Primeira Categoria” de Jogos e exercícios do Teatro do Oprimido, propomos o reconhecimento, a consciência e a desmecanização de nosso próprio corpo.
Texto 3: De Tudo...A ARTE
De Tudo... A Arte
Débora Oliveira
Grupo Caos & Acaso de Teatro do Oprimido
19 anos
Sentir como nunca se sentiu. Ouvir como nunca se ouviu. Ativar, como nunca se ativou,. Olhar, como nunca se olhou. Pensar como nunca se pensou. È um bom prólogo, é uma “interessante crise chinesa” e por certo um ótimo fórum.
Uma duvida que me persegue nas apresentações de Teatro do Oprimido, mais especificamente de Teatro-Fórum: o público percebe o verdadeiro debate, qual nosso objetivo e o que se processa até a reflexão final?
A Arte de fazer o corpo refletir em harmonia com a mente. Mas para isto vários muros necessitam ser quebrados, como os dos sentidos mais primários e por isso, essenciais para a vida pessoal. Esses muros que foram impostos e que nos atrevemos a quere derrubar através da arte.
Sentidos Primários como o Tato ganham um “espaço cênico” nas apresentações públicas. Quando menos se espera o contato humano já foi realizado, e mais um simples contato corporal, torna-se realmente uma expressão corporal, como nunca se sentiu anteriormente.
Assim, o “Debate Cênico” nos impele à quebra de outros muros, por exemplo, a transformação do modo de ouvir. O que nos é tão natural passa por um processo de desmecanização, mas não de qualquer forma. Quebra-se mais um muro, de maneira ritmada.
O “frio na barriga”, o choro sentido, a projeção da imagem, nossa opressão encenada e a coragem. Alem de biológico, esse processo de ativação dos vários sentidos é interno. “remexendo o passado”, ativando a memória, exercendo seu poder de intervenção. Mais um muro que se levou a destruição.
De repente, olha-se no olho do opressor, e se percebe que ele é mais um muro – forte e robusto – mas não inquebrável. Pode não ser imediata a nossa solução, mas ver o que nunca se viu na realidade e cenicamente, nos abre espaços para reflexão.
Pensar, o que nunca se pensou....isso sim, compõe um muro complexo, literalmente, um “quebra-cabeças”, mas a partir do momento em que já se sentiu diferente, olhou diferente...ativou-se completamente.
A complexidade da opressão encenada foi desmistificada e pela ultima vez, um muro foi quebrado...sim, ultima vez...por que depois que o corpo refletiu em harmonia com a mente, os sentidos estarão claramente desenvolvidos e mais nenhum muro será facilmente construído.
Débora OliveiraGrupo Caos & Acaso de Teatro do Oprimido
19 anos
Sentir como nunca se sentiu. Ouvir como nunca se ouviu. Ativar, como nunca se ativou,. Olhar, como nunca se olhou. Pensar como nunca se pensou. È um bom prólogo, é uma “interessante crise chinesa” e por certo um ótimo fórum.
Uma duvida que me persegue nas apresentações de Teatro do Oprimido, mais especificamente de Teatro-Fórum: o público percebe o verdadeiro debate, qual nosso objetivo e o que se processa até a reflexão final?
A Arte de fazer o corpo refletir em harmonia com a mente. Mas para isto vários muros necessitam ser quebrados, como os dos sentidos mais primários e por isso, essenciais para a vida pessoal. Esses muros que foram impostos e que nos atrevemos a quere derrubar através da arte.
Sentidos Primários como o Tato ganham um “espaço cênico” nas apresentações públicas. Quando menos se espera o contato humano já foi realizado, e mais um simples contato corporal, torna-se realmente uma expressão corporal, como nunca se sentiu anteriormente.
Assim, o “Debate Cênico” nos impele à quebra de outros muros, por exemplo, a transformação do modo de ouvir. O que nos é tão natural passa por um processo de desmecanização, mas não de qualquer forma. Quebra-se mais um muro, de maneira ritmada.
O “frio na barriga”, o choro sentido, a projeção da imagem, nossa opressão encenada e a coragem. Alem de biológico, esse processo de ativação dos vários sentidos é interno. “remexendo o passado”, ativando a memória, exercendo seu poder de intervenção. Mais um muro que se levou a destruição.
De repente, olha-se no olho do opressor, e se percebe que ele é mais um muro – forte e robusto – mas não inquebrável. Pode não ser imediata a nossa solução, mas ver o que nunca se viu na realidade e cenicamente, nos abre espaços para reflexão.
Pensar, o que nunca se pensou....isso sim, compõe um muro complexo, literalmente, um “quebra-cabeças”, mas a partir do momento em que já se sentiu diferente, olhou diferente...ativou-se completamente.
A complexidade da opressão encenada foi desmistificada e pela ultima vez, um muro foi quebrado...sim, ultima vez...por que depois que o corpo refletiu em harmonia com a mente, os sentidos estarão claramente desenvolvidos e mais nenhum muro será facilmente construído.
Sobre Teatro e Política
Teatro e Política
Relatório do Encontro e Debate em torno do tema: “Teatro e Política”
Relatório do Encontro e Debate em torno do tema: “Teatro e Política”
Grupo EncenAção de Teatro do Oprimido.
Local: Casa do Teatro do Oprimido
Data: 01/03/2008
Local: Casa do Teatro do Oprimido
Data: 01/03/2008
Antes de Procurar entender o que é Teatro e o seu papel político na sociedade, faz-se necessário a compreensão do que é “Política”.
Baseando-se no texto de Sérgio Vaz Alkmim, “O que é política?”, pode-se concluir que a política é toda e
qualquer ação e atitude que Ser Humano possa vir a realizar em seu meio coletivo. Nossas ações são fundamentadas em princípios ideológicos, mesmo quando não temos consciência de tal fato. A própria omissão diante as determinadas circunstâncias da vida coletiva é resultado de uma opção política. Portanto, devemos ter consciência do peso e das conseqüências que nossas ações refletirão.O Teatro é Político. Augusto Boal, em seu livro “Teatro do Oprimido e Outras poéticas Políticas”, relata que a principio o teatro era algo do povo, feito pelo povo. Porem, no decorrer da história, com o surgimento da aristocracia, as divisões sociais e econômicas que foram emergindo, o Teatro passa de algo “comunitário”, para se tornar propriedade privada, onde poucos atuava e as demais pessoas era apenas espectadores, assim como acontecem com as relações político-sociais, até hoje.
O Teatro, como afirma Augusto Boal, é arma muito eficiente, e pode ser utilizada tanto à favor da busca de uma sociedade mais justa e democrática, quanto para a manipulação, propagação do “conformismo social” e até mesmo como simples “produto de consumo.” Contudo, é através desta arma – o Teatro – que pretendemos desenvolver nosso papel político, dentro de uma perspectiva contra-hegemônica.
Mariana Montagnini Cardoso
quinta-feira, maio 01, 2008
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